Uma entrevista na “Palma da mão” aos Alcoolémia

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“Palma da mão” é o nome do mais recente trabalho dos Alcoolémia, banda da Margem Sul do Tejo, e surge aos 22 anos de carreira da banda, o Musica Total falou com a banda.
– Como foi o início da carreira da banda? 
Alcoolémia – Foi ótimo, tudo começou à volta de um grupo de amigos que resolveram comprar instrumentos e fazer umas músicas, ensaiar bastante, e foi tudo acontecendo naturalmente, começámos a dar nas vistas ao ganharmos 3 concursos de música moderna, o facto de tocarmos bastante vezes na margem sul do Tejo deu origem a que uma rádio na altura instalada no Montijo a Super FM através de uma locutora pedir-nos para enviarmos uma demo, e que deu um valente empurrão ao passar alguns dos temas. Um destacou-se particularmente pelos ouvintes que telefonavam para a rádio a pedir que passassem o “Não sei se mereço” e que contribuiu bastante para que um agente conhecido no meio musical o Mário Dimas viesse a incluir os Alcoolémia na sua carteira de Artistas da sua Agência em Almada. O produtor João Martins também foi importante nesta fase de início pois foi ele que gravou por sua conta e risco o 1º álbum da banda no seu estúdio também em Almada, e que acabaria por ser editado em Julho de 1995 pela editora Movieplay  com o título de “Não sei se mereço”.
– Quem são as vossas principais influências musicais?
Alcoolémia – No início da banda eram os Xutos & Pontapés, UHF, Censurados, Guns´n´Roses, AC/DC, Metallica, Ramones, com a entrada de novos membros, vieram outras influências de Neil Young, Pearl Jam, Alice in Chains, Lenny Kravitz, The White Strips, Queens of Stone Age, Foo Fighters, Stone Temple Pilots, Slash entre outras
– Que tipos de música costumam ouvir?
Alcoolémia – Rock, Rock Alternativo, Pop, Pop Rock, e até algum Metal.
– Vivem da música?
Alcoolémia – Temos 2 elementos que vivem só da música e temos mais 4 que conciliam trabalho com música.
– Como definem este novo disco?
Alcoolémia – É um disco com 10 temas Rock cantados em Português, quase sempre crus e diretos, despidos de qualquer tipo de pretensiosismo. Cada música aborda temas como o amor e a paixão, a sanidade e a loucura, o risco e a perda, a esperança e o desespero, o sonho e o pesadelo da realidade, a
Crítica social e política, numa exploração ora metafórica e doce, ora irónica e rude, da realidade interior do ser projetada e refletida na história recente do país em que vivemos.
Com a entrada dos novos elementos João Beato na voz, Nuno Pereira no baixo, Ivo Martins na bateria, e de Carlos Sousa no saxofone, o resultado teria de ter uma certa viragem em relação aos trabalhos apresentados anteriormente, mas sempre dentro do universo das guitarras elétricas cheias de distorção, e das guitarras acústicas. Acredito que fizemos o nosso melhor álbum até à data e que irá surpreender até pessoas que não ouviam Alcoolémia.
– Qual é o vosso sonho para os próximos tempos?
Alcoolémia – Fazer passar para o público em geral este nosso entusiasmo com este novo álbum “Palma da mão”, marcar espetáculos um pouco por todo o território nacional, e ilhas que tanto adoramos, e se não for pedir muito que consigamos passar fronteiras para mostrar o nosso rock às comunidades de imigrantes espalhadas pelo mundo fora.
– O que acham do atual panorama da música em Portugal?
Alcoolémia – Estamos no bom caminho, cada vez noto menos diferença na música que se faz por cá, comparativamente com a que vem lá de fora, tem havido uma evolução musical, com cada vez melhores bandas, e isso eleva a fasquia num mercado muito competitivo, para um público sobrecarregado de oferta mas cada vez mais exigente.
– E dos sites de musica em Portugal?
Alcoolémia – Têm tido um papel fundamental, em muita banda que despoletou de à uns anos para cá e de muito boa música que se ouve nos dias de hoje, para quem quer vingar na música atualmente sabe que não pode descurar  os sites de música.
– O festival de estimação?
Alcoolémia – Vou ser um bocadinho bairrista, mas passo a explicar, vou citar o Rock no Sado em Setúbal que vai este ano fazer a sua 2ª edição, em primeiro lugar porque só tem bandas Portuguesas,  não só de primeira linha como também proporciona boas condições a bandas que estão a emergir, e muitas delas são da margem sul do Tejo. Estivemos presentes na 1ª edição e vamos estar  novamente nesta 2ª edição a decorrer nos dias 15, 16 e 17 Agosto. Vamos atuar  no dia 17 a partilhar o palco com UHF e Xutos e Pontapés.
– Um pensamento para partilhar com os leitores!
Alcoolémia – Sejam felizes comprem e oiçam  cada vez mais música portuguesa.