DPB anuncia novo álbum Undefeated com lançamento marcado para 9 de março

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Três décadas depois de ter começado a abrir caminho num território onde poucos arriscavam entrar, DPB prepara-se para transformar a própria história em som.

 

O novo álbum, Undefeated, chega a 9 de março e assume-se como um retrato direto de uma vida atravessada por fé, palco e resistência.

Num momento em que a música cristã continua a expandir fronteiras estéticas e culturais, o artista norte-americano escolhe olhar para trás sem nostalgia excessiva, mas com consciência de percurso. São mais de 35 anos de carreira marcados por superação, reinvenção e uma convicção central que nunca se moveu do lugar.

Das origens familiares ao cruzamento de géneros

Antes de dividir palcos com nomes sonantes, DPB começou por cantar com os Brooks Family, num contexto onde a tradição gospel era mais do que género, era identidade. A transição para o rap levou-o a partilhar momentos com as Salt-N-Pepa, num cruzamento improvável que antecipava o seu espírito híbrido.

Mais tarde, integrou o grupo D.O.C, nomeado para prémios Grammy e Dove, consolidando presença num circuito profissional exigente. Ao longo do caminho, cruzou-se com artistas como TobyMac e Kirk Franklin, duas referências incontornáveis da música cristã contemporânea.

A sua trajetória inclui ainda um momento simbólico raro: tornar-se um dos primeiros rappers cristãos a atingir o primeiro lugar nas tabelas country. Um feito que diz tanto sobre a elasticidade da sua proposta quanto sobre a abertura gradual do mercado.

Undefeated como autobiografia sonora

O novo trabalho apresenta-se como uma narrativa musical estruturada por influências claras. Cada faixa funciona como capítulo de um percurso artístico que nunca se fechou num único formato.

“Find No One” carrega ecos de Michael Jackson, refletindo o impacto do pop na sua formação enquanto jovem intérprete. Já “Consume Me” nasce da sua ligação profunda ao worship, assumindo uma dimensão mais congregacional e intimista.

Em “God Loves Ya”, a pulsação funk evoca o universo de Bootsy Collins e a energia rítmica do final dos anos 70. O resultado não soa a colagem forçada, mas a síntese natural de décadas de escuta, palco e experimentação.

Resistência, fé e identidade

Ao longo de 35 anos, o artista enfrentou perdas, traições, afetos e recomeços. O discurso não se centra na vitimização, mas na permanência. O eixo nunca mudou: Jesus como centro criativo e espiritual.

“Este álbum representa a minha vida. Os altos, os baixos, os géneros que me formaram e o Deus que me sustentou”, afirma. A declaração não procura dramatismo, antes sublinha continuidade. Permanecer ativo num setor volátil já é, por si, um gesto de resistência.

Disponibilidade e contexto atual

Undefeated estará disponível a partir de 9 de março em todas as plataformas de streaming. O álbum já pode ser guardado em pré-save através do site oficial do artista, www.worldofdpb.com, e do link digital partilhado nas suas redes.

Num panorama onde a música cristã contemporânea dialoga cada vez mais com o mainstream, este lançamento surge como reafirmação de percurso. Não é apenas mais um capítulo discográfico. É a consolidação de uma identidade construída ao longo de décadas, agora apresentada como declaração clara de sobrevivência artística.

Quando o disco chegar às plataformas, ficará a pergunta que atravessa toda a narrativa de DPB: depois de tantos anos, o que significa realmente permanecer invicto.

 

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