Há playlists que servem para preencher silêncio. Esta não.

 

Esta playlist foi sendo feita entre escutas longas, recuos, dúvidas, algumas obsessões momentâneas. Música escolhida porque ficou. Porque voltou. Porque não saiu da cabeça quando devia ter saído.

Quinze faixas. Portugal e lá fora. Sem ordem perfeita. Sem ideia de equilíbrio. Só uma sequência possível neste momento.

A lista

  1. Ana Lua Caiano. Deixem o Morto Morrer

  2. Ganso. Não Tarda

  3. Capicua. Vayorken

  4. Bruno Pernadas. Ya Ya Breathe

  5. Mão Morta. No Fim Era o Frio

  6. PJ Harvey. A Noiseless Noise

  7. Sufjan Stevens. Will Anybody Ever Love Me?

  8. Young Fathers. Tell Somebody

  9. Big Thief. Vampire Empire

  10. Arca. Puta

  11. Oneohtrix Point Never. A Barely Lit Path

  12. Fever Ray. Shiver

  13. Bar Italia. Nurse!

  14. Lankum. The Turn

  15. Yves Tumor. Meteora Blues

Porque ficaram estas

Não há tese. Nem panorama geracional. Há insistência. Canções que pedem mais uma audição quando já não era suposto. Algumas são incómodas. Outras parecem simples e depois não são. Umas entram logo. Outras demoram dias.

A música portuguesa aparece aqui sem cerimónia. Não para representar nada. Aparece porque está viva. Porque arrisca. Porque aguenta estar ao lado de tudo o resto sem pedir licença.

Para ouvir assim

Sem shuffle. Ou com shuffle. Pouco importa. Pode saltar faixas. Pode ficar preso numa só. Não é uma lista para impressionar ninguém. É uma lista para usar.

Daqui a uns meses já não será esta. Ainda bem. Agora é. E chega.