Há playlists que servem para preencher silêncio. Esta não.
Esta playlist foi sendo feita entre escutas longas, recuos, dúvidas, algumas obsessões momentâneas. Música escolhida porque ficou. Porque voltou. Porque não saiu da cabeça quando devia ter saído.
Quinze faixas. Portugal e lá fora. Sem ordem perfeita. Sem ideia de equilíbrio. Só uma sequência possível neste momento.
A lista
Ana Lua Caiano. Deixem o Morto Morrer
Capicua. Vayorken
Bruno Pernadas. Ya Ya Breathe
Mão Morta. No Fim Era o Frio
PJ Harvey. A Noiseless Noise
Sufjan Stevens. Will Anybody Ever Love Me?
Young Fathers. Tell Somebody
Big Thief. Vampire Empire
Arca. Puta
Oneohtrix Point Never. A Barely Lit Path
Fever Ray. Shiver
Bar Italia. Nurse!
Lankum. The Turn
Yves Tumor. Meteora Blues
Porque ficaram estas
Não há tese. Nem panorama geracional. Há insistência. Canções que pedem mais uma audição quando já não era suposto. Algumas são incómodas. Outras parecem simples e depois não são. Umas entram logo. Outras demoram dias.
A música portuguesa aparece aqui sem cerimónia. Não para representar nada. Aparece porque está viva. Porque arrisca. Porque aguenta estar ao lado de tudo o resto sem pedir licença.
Para ouvir assim
Sem shuffle. Ou com shuffle. Pouco importa. Pode saltar faixas. Pode ficar preso numa só. Não é uma lista para impressionar ninguém. É uma lista para usar.
Daqui a uns meses já não será esta. Ainda bem. Agora é. E chega.


















