A confirmação de Shaggy no Legends Day do Rock in Rio Lisboa, a 27 de junho de 2026, pertence claramente ao segundo grupo

Não tanto pela surpresa, mas pelo reconhecimento imediato. Aquela sensação de já conhecer o concerto antes mesmo de ele acontecer.
A Cidade do Rock volta a abrir portas nos dias 20, 21, 27 e 28 de junho. Os bilhetes para os dias 20, 21 e 27 já estão disponíveis. O dia 27 começa a ganhar um peso próprio, quase inevitável.
Uma carreira construída entre lugares
Shaggy nunca foi apenas um nome ligado a um género. Criado entre a Jamaica e Nova Iorque, carregou essa dupla pertença ao longo de toda a carreira. O reggae e o dancehall sempre estiveram lá, mas misturados com pop, humor, espírito de rua e uma noção muito clara de entretenimento.
Mais de 40 milhões de álbuns vendidos depois, continua a ser o único artista de dancehall com um disco de diamante. Um número que impressiona, mas que diz menos do que a longevidade real do seu catálogo. As músicas continuam a passar. Na rádio, nas festas, nos casamentos, nos carros com as janelas abertas no verão.
Canções que nunca pediram licença ao tempo
“Oh Carolina” foi o ponto de partida, mas rapidamente deixou de ser o centro da conversa. Vieram os grandes refrões, os singles no topo das tabelas, oito entradas no Billboard Hot 100, sete álbuns no Billboard 200. Estatísticas, sim, mas também sinais claros de permanência.
Projetos como 44/876, com Sting, mostram outra face de Shaggy, mais tranquila, mais consciente do próprio percurso. Hot Shot 2020 serviu para confirmar algo óbvio. Aquelas músicas não envelheceram. Apenas mudaram de contexto. Mais recentemente, “Banana” voltou a colocá lo no centro da cultura digital, quase sem esforço.
Um Legends Day que faz sentido
No Palco Mundo, Shaggy junta se a Rod Stewart, Cyndi Lauper e 4 Non Blondes. Quatro trajetórias diferentes, quatro linguagens distintas, o mesmo efeito imediato no público.
Este não é um dia construído por acaso. É curadoria com memória. Canções que atravessaram décadas sem precisarem de ser explicadas. Basta tocar o primeiro acorde. O resto vem sozinho.
Um concerto que não precisa de promessas
A estreia de Shaggy no Palco Mundo não precisa de grandes palavras. Espera se energia, humor, comunicação direta. Espera se um alinhamento onde quase tudo é reconhecido nos primeiros segundos.
O Legends Day não é nostalgia parada. É música em movimento, passada de mão em mão, de geração em geração. No dia 27 de junho, o passado não vai ser lembrado. Vai ser cantado em voz alta. E depois, logo se vê


















