Nos dias 30 e 31 de maio, Cascais volta a receber um dos eventos mais relevantes do calendário musical lusófono.

O Coala Festival Portugal regressa ao Hipódromo Manuel Possolo para a sua terceira edição em território nacional e anuncia agora os primeiros nomes do cartaz. Slow J, Bonga e Lulu Santos lideram as confirmações iniciais de um festival que se afirma, ano após ano, como ponto de encontro entre culturas, gerações e geografias ligadas pela língua portuguesa.
Os bilhetes já se encontram disponíveis, com opções para relvado e zona VIP, reforçando a aposta do festival numa experiência inclusiva e cuidada, tanto ao nível artístico como da vivência do público.
Coala Festival Portugal regressa a Cascais em maio
Desde a sua estreia em Portugal, o Coala Festival tem vindo a consolidar uma identidade própria. Inspirado na edição original brasileira, o evento encontrou em Cascais o cenário ideal para promover encontros musicais onde a diversidade estética e cultural é palavra de ordem.
A escolha do Hipódromo Manuel Possolo volta a sublinhar essa ambição. O espaço oferece condições únicas para concertos ao ar livre e uma proximidade rara entre artistas e público, criando um ambiente propício à celebração da música enquanto expressão de identidade e memória coletiva.
Slow J apresenta Afro Fado em concerto especial
Entre os primeiros nomes anunciados destaca-se Slow J, um dos artistas mais influentes da música contemporânea em Portugal. Rapper, produtor e compositor luso angolano, Slow J construiu um percurso marcado pela inovação sonora e por uma escrita intimista que cruza vivências pessoais com reflexões sociais.
No Coala Festival Portugal, o artista sobe ao palco com o concerto Afro Fado, um espetáculo que funde as suas raízes africanas e portuguesas numa proposta musical profundamente identitária. Este projeto tem sido amplamente elogiado pela crítica e pelo público, afirmando Slow J como uma voz central no diálogo atual sobre pertença, herança cultural e futuro da música portuguesa.
Uma das vozes mais marcantes da nova geração
Com uma carreira em constante evolução, Slow J representa uma geração que olha para a tradição sem nostalgia, reinventando-a a partir de linguagens urbanas e contemporâneas. A sua presença no cartaz reforça a ligação do festival ao presente e ao futuro da música feita em português.
Bonga, símbolo vivo da música e da história africana
Outro nome incontornável do cartaz é Bonga, figura maior da música lusófona e referência histórica da cultura angolana. Reconhecido tanto pela sua obra artística como pelo seu papel enquanto ativista da independência de Angola, Bonga iniciou a sua carreira musical em contexto de exílio, durante a ditadura colonial.
Em 1972, lançou o emblemático álbum Angola 72, um marco político e cultural que atravessou fronteiras e gerações. Aos 83 anos, o músico soma quase quatro dezenas de discos editados e mantém uma notável vitalidade criativa, continuando a levar o semba e a música africana aos palcos internacionais.
Um legado que atravessa gerações
A atuação de Bonga no Coala Festival Portugal assume um valor simbólico particular. Mais do que um concerto, trata-se de um momento de celebração da memória, da resistência cultural e da música enquanto ferramenta de afirmação identitária.
Lulu Santos leva os clássicos da música brasileira a Cascais
O cartaz inicial fica completo com a confirmação de Lulu Santos, um dos artistas mais populares e influentes da música brasileira. Autor de clássicos como Apenas Mais Uma de Amor e Um Certo Alguém, Lulu Santos construiu uma carreira sólida marcada por sucessos transversais a várias gerações.
Iniciou o seu percurso na banda Vímana e, a partir da década de 1980, afirmou-se como compositor, produtor musical e guitarrista de referência, com uma sonoridade que cruza pop, rock e MPB. A sua presença no festival reforça a ligação histórica entre Portugal e Brasil, um dos pilares conceptuais do Coala Festival.
Curadoria reforça diálogo entre Portugal, Brasil e África
A programação do Coala Festival Portugal resulta de uma curadoria assinada por Gabriel Andrade, sócio fundador do evento, em parceria com o músico e escritor Kalaf Epalanga. Esta colaboração tem sido determinante para a construção de um cartaz coerente, diverso e artisticamente relevante.
O objetivo passa por criar pontes entre diferentes expressões da música lusófona, promovendo encontros improváveis e valorizando tanto artistas consagrados como novas vozes.
Coala Festival Portugal afirma identidade cultural em 2026
Em 2026, o Coala Festival Portugal reafirma a sua proposta de criar encontros, conectar gerações e ampliar o diálogo entre música, cultura e identidade. Com a língua portuguesa como ponto de partida, o festival continua a afirmar-se como um espaço de descoberta, partilha e celebração da diversidade que une Portugal, Brasil e África.
As primeiras confirmações deixam antever uma edição marcante, onde tradição e contemporaneidade caminham lado a lado, num convite aberto a todos os que vivem a música como expressão cultural e território comum.


















