Por Detrás do Pano um belo livro de António Manuel Ribeiro

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Em apenas três semanas o livro “Por Detrás do Pano”, de António Manuel Ribeiro, chegou à 2ª edição, foi lançado a 29 de janeiro, em Lisboa e a 19 de fevereiro no Teatro Rivoli, no Porto, reune um bom acolhimento pela imprensa. António Manuel Ribeiro, é um poeta, com alma e simpatia pessoal, um amigo dos Açores, um dos musicos percursores do rock em Portugal.
Agora, levanta o pano (em boa altura) sendo acolhido pelas radios nacionais, mais uma vez pelo grande publico, revelando a  sua alma para o papel, numa escrita doce e natural…opinativa.
Consigo ler e rever-me em algumas ideias, respeito as outras, devoro o resto de um livro que destaco em Março.
Sigo os UHF desde a Rua do Carmo, desde o incio, tenho ouvido tudo, até me repetir em “matas-me com o teu olhar”, rodar o tema mais de 20 vezes, sem parar, gosto muito de  António Manuel Ribeiro, admiro a sua carreira, e adoro falar com ele, foram poucas as vezes, o suficiente para ter um respeito por um dos mais consistentes musicos em solo nacional.
“Por Detrás do Pano”, são folhas da minha juverntude, são folhas de um passado, revesitado (em boa hora), na atualidade, uma inpiração para muitos: “sem medos ou sombras existenciais”…continua a dar “sentido aos nosso dias”.
Sinopse

 

… A pedrada chega com os UHF e as águas revoltaram-se. De repente todos queriam ser como nós, a locomotiva de Almada.
É este o tempo de unir as pontas da história, esquivar as falsas encruzilhadas (crossroads) e chamar as coisas pelo seu nome sem pruridos ou abrangências contranatura: não sou um gajo porreiro, sou um tipo sério e sincero, como diz a canção. Não se trata de avaliar o ADN da paternidade, trata-se de reconhecer o grito firme e continuado que mexe com tudo, a diferença entre quem era e quem queria ser. Enquanto o produtor Carlos Gomes e o Valentim de Carvalho procuravam trazer Rui Veloso e a Banda Sonora para espectáculo como um todo coerente capaz de reproduzir o disco gravado, os UHF somavam palcos e conquistavam namoradas por este país fora. Sexo, Drogas & Rock and Roll. Também.
A série Filhos do Rock conseguiu despoletar uma quantidade curiosa de debates e confrontos aguerridos que as redes sociais potenciaram – provavelmente sem esta exposição teriam dado em aprazíveis conversas de café.
Erradamente, num pacote de nacional-porreirismo, a série começou por meter sem critério histórico tudo no mesmo saco e até inverteu papéis: Rui Veloso não esteve na génese do rock português, deram-lhe um cognome é certo, mas a locomotiva já ia em andamento quando o Pai nasceu; os Xutos andavam por lá mas o seu contributo fica-se pelas histórias que o tempo engrossou – de registos fonográficos nada na herança até 1982. Enquanto consultor da série fiz atempadamente os meus reparos à produção, por ser abalroado diariamente por fãs que clamavam pela verdade histórica dos personagens…