O inverno ainda não saiu de cena, mas já se fala em janelas abertas e viagens longas sem destino marcado. A poucos dias de pisar o palco do Festival da Canção, Francisco Fontes prepara um novo capítulo na sua discografia e confirma a edição do segundo álbum, Capotar, com lançamento marcado para 2 de abril.

Depois da estreia em 2023 com Cosmopolita, o cantautor da Nazaré regressa com um trabalho que promete aprofundar a sua escrita observadora e um universo sonoro cada vez mais pessoal. A nova coleção de canções surge num momento de maior exposição mediática, mas mantém o foco na intimidade e na delicadeza que têm marcado o seu percurso.
Um segundo disco que consolida identidade
Capotar sucede a Cosmopolita e assume-se como passo firme numa carreira ainda recente, mas já consistente. Se o disco de estreia revelava um compositor atento ao mundo e às pequenas fraturas do quotidiano, este novo trabalho aponta para um registo mais íntimo, onde a contenção ganha força.
Francisco Fontes tem construído uma linguagem própria, tanto na forma como escreve como na maneira como desenha as melodias. O novo álbum deverá reforçar essa identidade, explorando uma sonoridade delicada e letras que partem do detalhe para chegar ao universal.
Apresentação ao vivo em Lisboa
O primeiro concerto de Capotar está marcado para 9 de abril, no Rés do Chão da Casa Capitão, em Lisboa. A edição do disco conta com o selo da louva-a-deus e o espetáculo funcionará como apresentação oficial ao vivo do novo repertório.
Em palco, o músico apresenta-se em formato banda, acompanhado por Miguel Marôco nas teclas, Pedro Branco na guitarra elétrica, Tomás Simões no baixo e João Carriço na bateria. Este será o ponto de partida para uma digressão nacional com mais datas a anunciar, sinal de que 2026 poderá marcar uma nova fase de afirmação.
“Copiloto” na segunda semifinal
Antes do concerto de lançamento, a atenção centra-se na participação na segunda semifinal do Festival da Canção, transmitida pela RTP, este sábado, 28 de fevereiro, a partir das 21h00. O tema escolhido chama-se “Copiloto” e apresenta uma faceta luminosa do compositor.
Descrita pelo próprio como uma canção simples, tanto na forma como na mensagem, “Copiloto” fala de companheirismo, confiança e da construção paciente de laços. A leveza da instrumentação e o tom despreocupado evocam viagens de carro, estradas abertas e o calor de amizades que se consolidam nos gestos mais pequenos.
Entre a estrada e a intimidade
A nova canção antecipa o ambiente emocional de Capotar, onde a memória e os micro-gestos ganham protagonismo. Francisco Fontes tem mostrado particular atenção a esses momentos quase invisíveis que definem relações e moldam identidades.
Entre o palco televisivo e a sala de concertos em Lisboa, o músico vive semanas decisivas. A exposição do Festival da Canção poderá ampliar o alcance do seu trabalho, mas o centro continua a ser a canção, essa forma direta de transformar vivências em melodia. E, por agora, é nessa tensão entre estrada e casa que o próximo capítulo começa a ganhar corpo.

