Morbid Death regressam aos Açores com novos concertos em abril e maio

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A palavra-chave aqui é simples e direta: Morbid Death continuam ativos. E isso, no contexto do metal açoriano, não é detalhe menor. A banda prepara dois concertos nos Açores em abril e maio, levando para o palco o novo disco Veil of Ashes e reafirmando um percurso que atravessa gerações.

 

Falar de Morbid Death é falar de resistência, mas também de continuidade. Desde os anos 90 que o grupo se mantém como um dos nomes estruturais da cena pesada nas ilhas, com uma trajetória feita de persistência, mudanças internas e um compromisso claro com o som.

Uma história que começa em São Miguel

Setembro de 1990. Em São Miguel, Ricardo Santos, Dinis Costa, Miguel Veríssimo e Pedro Rodrigues juntam-se com uma ambição que, à época, parecia improvável: criar uma banda capaz de ultrapassar o isolamento geográfico dos Açores.

Esse primeiro impulso nunca desapareceu. Ao longo de mais de três décadas, a banda construiu um percurso sólido através de demos, álbuns, videoclipes e atuações ao vivo, sempre com a mesma lógica de base. Evoluir sem perder identidade. Continuar, mesmo quando o contexto não facilita.

Existe um antes e um depois na história do metal açoriano. E os Morbid Death estão exatamente nesse ponto de viragem.

“Veil of Ashes” marca nova fase

O mais recente capítulo chama-se Veil of Ashes. Lançado a 13 de março pela Firecum Records em parceria com o Museu do Heavy Metal Açoriano, o disco foi gravado, misturado e masterizado no StepKeys Studio, em Ponta Delgada.

Os singles de avanço, “Hole Worm” e “World of Lies”, já tinham deixado sinais claros. A banda regressa a uma abordagem mais direta, mais pesada, com uma agressividade controlada que recupera o ADN dos primeiros anos.

Não é um exercício de nostalgia. É antes uma reafirmação. Um disco que olha para trás apenas o suficiente para perceber de onde vem, mas que segue em frente com intenção.

Estreia ao vivo e regresso a casa

A primeira apresentação do álbum aconteceu fora dos Açores, no Lamaecum Metal Fest, em Lamego, a 14 de março. Um arranque simbólico, longe da origem, como que a reforçar a capacidade da banda em circular para além do arquipélago.

Mas o momento mais carregado de significado acontece agora. O regresso a São Miguel, à terra onde tudo começou.

No dia 18 de abril de 2026, a banda sobe ao palco da Vulcana Cerveja, na Ribeira Grande, para a apresentação oficial do disco nos Açores. Um concerto que funciona tanto como celebração quanto como reafirmação de percurso.

Duas datas, duas ilhas, a mesma energia

A agenda não fica por São Miguel. Duas semanas depois, a banda segue para a ilha Terceira.

No dia 9 de maio, os Morbid Death atuam no AMIT, num alinhamento que inclui também os Damage Device, banda de Angra do Heroísmo. Um encontro entre gerações e geografias dentro da mesma cena.

Dois concertos, duas ilhas, o mesmo ponto de partida. A necessidade de manter o motor ligado, de continuar a fazer música pesada a partir de um lugar que muitas vezes parece distante, mas que continua a produzir identidade própria.

E talvez seja isso que mantém tudo relevante. Não o passado. Não a nostalgia. Mas a insistência em continuar.

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