Há artistas que passam a carreira inteira a tentar escapar às etiquetas. Tsunamiz parece fazer disso um método de trabalho. Depois de apresentar “Apocalypsing”, o músico português revela agora “Just Sayin’”, o segundo avanço para o seu nono álbum de estúdio, com lançamento previsto para novembro.
Se o primeiro tema apontava para uma energia mais explosiva e direta, “Just Sayin’” segue um caminho diferente. A nova canção mergulha em territórios mais íntimos, explorando a solidão masculina, a obsessão emocional e as dificuldades que muitos homens continuam a sentir quando chega o momento de falar sobre aquilo que realmente sentem.
Entre guitarras envoltas em névoa shoegaze, texturas psicadélicas e uma melodia que permanece na memória depois da audição terminar, o tema acompanha alguém preso a um amor não correspondido. A narrativa observa à distância a pessoa desejada ao lado de outra, transformando o ciúme, a vulnerabilidade e o isolamento em matéria-prima emocional.
A nível sonoro, “Just Sayin’” reforça uma característica que acompanha Tsunamiz ao longo da sua discografia: a recusa em permanecer demasiado tempo no mesmo lugar. O rock psicadélico cruza-se com o indie rock e o shoegaze, criando uma atmosfera melancólica que contrasta com a intensidade mais imediata de “Apocalypsing”.

O vídeo oficial segue a mesma lógica de experimentação. Construído a partir de uma colagem de filmes de vanguarda e cinema experimental do início do século XX, o trabalho visual reutiliza imagens históricas para criar uma linguagem contemporânea marcada por sonhos, fragmentação e desconstrução visual. A edição e conceção ficaram a cargo do próprio Tsunamiz, reforçando a componente DIY que continua a definir o seu percurso artístico.
Enquanto novembro não chega, o público terá oportunidade de ouvir algumas destas novas canções ao vivo durante a próxima digressão FNAC.
Datas da digressão FNAC
3 de julho
FNAC Vasco da Gama, Lisboa
18h30
4 de julho
FNAC Alfragide
17h00
5 de julho
FNAC Oeiras Parque
17h00
Biografia
Tsunamiz é um artista, compositor e produtor português que tem construído um percurso singular entre o rock alternativo e a música eletrónica. Assente numa forte filosofia DIY, desenvolveu uma identidade sonora marcada pela liberdade criativa, pela experimentação constante e pela recusa de fronteiras estilísticas.
Ao longo de vários álbuns, foi explorando diferentes linguagens musicais, combinando guitarras, elementos eletrónicos, psicadelismo e uma forte sensibilidade melódica. O resultado é uma discografia em permanente transformação, guiada mais pelo instinto artístico do que pelas convenções de género.



