Nem todos os palcos são feitos para assistir. Alguns existem para serem ocupados, vividos por dentro, transformados por quem normalmente está na plateia. É essa inversão que o Coliseu Porto Ageas propõe para o Dia do Pai, com uma sessão especial do seu Coro Comunitário pensada para famílias inteiras.

No domingo, 22 de março, entre as 15h e as 18h, a Sala Principal abre-se a qualquer pessoa, com ou sem experiência musical. O convite é simples, mas raro. Entrar, respirar em conjunto e construir algo coletivo a partir do zero.
Um palco entregue às pessoas
A lógica deste encontro não passa pela performance tradicional. Não há ensaio prévio, nem exigência técnica. O que existe é disponibilidade.
Filhos, pais, mães, avós, irmãos ou amigos são chamados a participar numa experiência onde a música nasce no momento. Uma canção escolhida para a sessão será trabalhada e cantada em conjunto, com espaço para improviso e interpretação livre.
É um formato que quebra barreiras. Não há distinção entre quem sabe e quem nunca cantou. Tudo começa no mesmo ponto.
Orientação com sensibilidade artística
A condução do grupo estará nas mãos de Patrícia Lestre, cantora, compositora e educadora musical. A sua abordagem privilegia escuta, confiança e construção coletiva.
Mais do que dirigir, o papel passa por criar condições para que cada participante encontre o seu lugar dentro do som. E isso exige mais do que técnica. Exige leitura humana.
Um encontro que só acontece uma vez
O Coro Comunitário integra o Projeto Alquimia, desenvolvido pelo Serviço Educativo do Coliseu Porto Ageas e cofinanciado pelo Programa Regional NORTE 2030.
Cada sessão é independente. Não se repete, não se replica. O que acontece ali fica ali, sustentado pela energia do grupo que se forma naquele dia específico.
Essa natureza efémera é parte da proposta. Uma criação que existe apenas no momento em que é partilhada.
Participação aberta e gratuita
A participação é gratuita, mediante inscrição prévia no site oficial do Coliseu. A ideia é clara. Tornar o acesso simples e direto, sem filtros ou barreiras.
Num espaço habituado a grandes nomes e produções, esta iniciativa devolve o foco ao essencial. Pessoas, voz e presença.
E talvez seja isso que fica. A possibilidade de entrar num lugar icónico não para ver, mas para fazer parte. Nem que seja só por uma tarde.










