Gregório Duvivier leva “O Céu da Língua” em digressão europeia após conquistar mais de 200 mil espectadores

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A língua portuguesa transforma-se em matéria de palco, humor e reflexão em O Céu da Língua, o espetáculo criado e interpretado por Gregório Duvivier que já ultrapassou a marca dos 200 mil espectadores em Portugal e no Brasil.

 

Agora prepara-se para uma nova etapa: uma digressão europeia em março de 2026, que levará a peça a várias capitais culturais do continente.

A viagem começa em Londres, no dia 11 de março, no Islington Assembly Hall. O espetáculo segue depois para várias cidades portuguesas e europeias, passando por palcos históricos e salas reconhecidas pela programação autoral e pela tradição de acolher projetos onde a palavra e a performance têm um papel central.

Um espetáculo sobre a língua portuguesa

Criado como um cruzamento entre stand-up comedy, poesia falada e teatro, O Céu da Língua parte de uma ideia simples: explorar a língua portuguesa como matéria viva. No espetáculo, Gregório Duvivier conduz o público por uma viagem que passa pela literatura, pela gramática, pelos mal-entendidos do quotidiano e pelo humor que nasce das palavras.

A peça foi dirigida por Luciana Paes, com música original de Pedro Aune e projeções visuais de Theodora Duvivier, criando uma experiência cénica que mistura performance, reflexão linguística e humor.

Várias cidades já esgotaram

A procura pela digressão europeia tem sido elevada. Londres, Paris e Barcelona já esgotaram as primeiras datas, levando à abertura de novas sessões.

Em Portugal o cenário repete-se. O Coliseu dos Recreios, em Lisboa, esgotou a primeira data, tendo sido aberta uma nova sessão a 15 de março. Também Évora e Madeira já anunciaram sessões adicionais devido à procura.

Um roteiro que cruza várias capitais culturais

Depois de Londres, o espetáculo passa por vários palcos em Portugal e na Europa:

Lisboa — 12 e 15 de março — Coliseu dos Recreios
Madeira — 13 de março — Teatro Municipal Baltazar Dias
Açores — 16 de março — Coliseu Micaelense
Porto — 18 de março — Coliseu Porto Ageas
Berlim — 20 de março — Colosseum Berlin
Dublin — 22 de março — Ambassador Theatre
Madrid — 23 de março — Teatro Amaya
Barcelona — 24 de março — Teatre Casino L’Aliança del Poblenou
Évora — 25 de março — Teatro Garcia de Resende
Bruxelas — 27 de março — Espace Lumen
Paris — 29 de março — Le Trianon

A digressão termina precisamente em Paris, numa das salas históricas da cidade, encerrando um percurso que atravessa vários contextos culturais europeus.

Uma celebração da língua como casa comum

No centro do espetáculo está a ideia de que a língua é também um território de pertença. Gregório Duvivier descreve a digressão como uma forma de reencontro com comunidades que vivem fora do espaço linguístico de origem.

Segundo o próprio autor, a peça funciona como uma celebração da língua portuguesa para públicos que muitas vezes vivem rodeados por outros idiomas. A frase de Fernando Pessoa surge como referência simbólica desse espírito.

“Se minha pátria é minha língua”, como dizia Fernando Pessoa, o espetáculo procura precisamente esse regresso simbólico a casa através das palavras.

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