Certas bandas vivem de reinvenção permanente. Outras sobrevivem agarradas a uma fórmula. Os Kumpania Algazarra pertencem claramente ao primeiro grupo. Mais de duas décadas depois de começarem a espalhar energia pelas ruas e pelos palcos, o coletivo de Sintra prepara agora a chegada de um novo capítulo discográfico que promete baralhar novamente as coordenadas do seu som.
O décimo álbum da banda chama-se Tudo ao Contrário e tem lançamento marcado para 1 de maio. O título já sugere a intenção. Um gesto de viragem, quase um manifesto. Depois de anos a misturar fanfarras, ska e influências balcânicas com a vibração festiva que sempre os definiu, o grupo decide agora mergulhar mais fundo na eletrónica sem abandonar o ADN que os tornou reconhecíveis.
Um disco que vira o mundo do avesso
Em Tudo ao Contrário, os Kumpania Algazarra exploram uma fusão ainda mais intensa entre ritmos eletrónicos e as tradicionais explosões de metais que sempre marcaram o seu som. A banda assume que este disco nasce de um impulso de mudança. Uma vontade clara de olhar para o próprio percurso e experimentar novas direções.
Segundo o coletivo, a ideia foi assumir o caos como ponto de partida. Transformar a sensação de instabilidade num momento de celebração coletiva. Nas palavras da própria banda, este era o momento de “virar o disco e tocar o outro lado”, abraçando a imprevisibilidade e transformando-a em festa.
Essa atitude reflete-se na própria energia do álbum. Os novos temas foram pensados para o movimento, para a pista de dança, para aquele instante em que um concerto deixa de ser apenas música e passa a ser um encontro.

FOTO:@Créditos Cátia Barbosa

