Há festivais que se resumem aos nomes do cartaz. O North Wave parece querer contar outra história. No dia 25 de julho, na Ribeira Grande, o palco vai receber artistas com percursos muito diferentes, mas unidos por uma ideia simples: cada atuação desperta uma emoção própria.

Mais do que uma sequência de concertos, o festival convida o público a passar por diferentes estados de espírito. Há momentos para cantar sem vergonha, para dançar até perder a noção do tempo, para respirar fundo ao som de melodias delicadas e até para descobrir talentos que talvez ainda não façam parte das grandes playlists.
Para cantar bem alto
Quando LP sobe ao palco, dificilmente alguém fica apenas a assistir.
Canções como Lost On You transformaram-se em hinos para milhões de pessoas e têm aquela rara capacidade de unir desconhecidos numa só voz. É um daqueles concertos em que o público acaba por cantar quase tanto como a artista.
A força da sua interpretação promete fazer deste um dos momentos mais emocionantes do festival.
Para dançar sem olhar para o relógio
Se existe um concerto pensado para libertar energia, esse pertence a Blaya.
A mistura de pop, ritmos africanos e eletrónica, aliada a uma presença em palco explosiva, faz com que cada atuação seja uma celebração. Não é apenas um espetáculo para ouvir. É um convite para dançar.
Para relaxar e simplesmente ouvir
Nem todos os momentos de um festival precisam de ser intensos.
Mari Froes representa precisamente o lado mais sereno do cartaz. A sua voz delicada e as composições intimistas criam um ambiente raro em festivais de verão, onde durante alguns minutos parece que o tempo abranda.
É música para fechar os olhos e deixar acontecer.
Para descobrir um talento açoriano
Os festivais também servem para apresentar artistas que ainda estão a construir o seu percurso.
Sofia Silva & Code leva ao palco a identidade açoriana, mostrando que o talento produzido nas ilhas merece espaço ao lado de nomes internacionais.
Muitas vezes são estes concertos que surpreendem quem chega sem grandes expectativas.
Para acabar a noite com um sorriso
Quando os últimos aplausos terminarem, a festa continua.
Bruna Lennon assume a missão de transformar a after party no último grande momento do festival. A pista de dança torna-se o prolongamento natural dos concertos e ninguém quer ser o primeiro a ir embora.
E se os artistas do North Wave formassem uma banda?
É apenas um exercício de imaginação. Mas olhando para este cartaz, percebe-se que cada artista teria um papel muito bem definido.
LP seria a compositora. A sua capacidade para transformar emoções em canções e criar melodias inesquecíveis faria dela o coração criativo da banda.
Blaya seria a energia do grupo. A responsável por incendiar o palco e fazer com que ninguém conseguisse ficar parado.
Mari Froes representaria a sensibilidade. A voz que traz equilíbrio e mostra que as emoções também podem nascer da simplicidade.
Sofia Silva & Code seria a ligação aos Açores, levando para essa banda imaginária a identidade da terra que recebe o festival e lembrando que o talento local tem lugar ao lado de artistas internacionais.
E quando o concerto terminasse, Bruna Lennon ficaria encarregue de manter a festa viva até ao nascer do sol. Porque alguns festivais acabam quando se apagam as luzes do palco. O North Wave quer prolongar a experiência muito para lá desse momento.
Essa banda nunca existirá. Mas, de certa forma, é isso que acontece durante um festival: artistas diferentes unem-se para criar uma única história, feita de música, emoções e memórias.
Um festival que se vive de muitas formas
O North Wave não reúne apenas artistas de países e estilos diferentes. Reúne formas distintas de sentir a música.
Num único dia será possível cantar com LP, dançar com Blaya, encontrar um momento de tranquilidade com Mari Froes, descobrir o talento açoriano de Sofia Silva & Code e terminar a noite ao ritmo de Bruna Lennon.
Talvez seja essa a verdadeira força deste festival. Não obriga ninguém a viver a música da mesma maneira. Cada concerto oferece uma emoção diferente e, no final, é essa diversidade que transforma o North Wave numa experiência muito maior do que um simples cartaz.



