Sublime regressam com “Until the Sun Explodes”, o primeiro álbum em quase 30 anos

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Poucas bandas carregam uma história tão complexa como os Sublime. Três décadas depois de um álbum homónimo que ajudou a definir uma geração e poucos meses antes de se assinalarem os 30 anos desse lançamento histórico, a banda regressa com Until the Sun Explodes, o primeiro álbum de estúdio de longa duração desde a morte de Bradley Nowell.

 

À frente do projeto está agora Jakob Nowell, filho do vocalista original. O novo disco, já disponível através da Atlantic Records, não tenta substituir o passado. Pelo contrário, assume-o como ponto de partida para um capítulo que procura equilibrar memória, identidade e continuidade.

Uma herança transformada em presente

O tema que dá nome ao álbum funciona quase como uma carta aberta entre gerações. Em “Until the Sun Explodes”, Jakob Nowell presta homenagem ao pai, cuja influência continua profundamente ligada à identidade dos Sublime.

Mais do que uma simples passagem de testemunho, o disco procura encontrar um espaço próprio. A voz de Jakob aproxima-se inevitavelmente da de Bradley em alguns momentos, mas o objetivo parece ser outro: celebrar um legado sem o transformar numa peça de museu.

O resultado é um trabalho que mantém a mistura característica de reggae, punk, ska e rock alternativo que tornou os Sublime uma referência da música norte-americana dos anos 90.

Convidados que ajudam a contar a história

O álbum reúne um conjunto de colaborações que reforçam essa ligação entre passado e presente. Entre os convidados encontram-se H.R., dos Bad Brains, Fletcher Dragge, dos Pennywise, e G Love, músicos que partilham raízes culturais próximas da história da banda.

Essas participações não surgem apenas como nomes de destaque. Funcionam como elementos de uma narrativa maior, ajudando a contextualizar o regresso dos Sublime dentro da comunidade musical que sempre os rodeou.

A produção procura respeitar a sonoridade clássica da banda sem cair na reprodução automática das fórmulas que marcaram os seus maiores sucessos.

Um ano de celebrações para os fãs

O lançamento acontece num momento particularmente simbólico. Em 2026 cumprem-se 30 anos da edição de Sublime, o álbum que transformou canções como “What I Got”, “Santeria” e “Wrong Way” em clássicos da cultura alternativa norte-americana.

As celebrações arrancaram recentemente com dois concertos esgotados no Red Rocks Amphitheatre, no Colorado, e com a inauguração da exposição Sublime: Straight From Long Beach no Grammy Museum, em Los Angeles.

A mostra reúne objetos, fotografias e memórias ligadas à trajetória da banda e estará patente até setembro.

Um verão que pode marcar uma nova fase

Além do novo álbum, os Sublime lançaram também o seu próprio festival. O Sublime Festival terá paragens confirmadas em Portland e Salt Lake City durante o verão, reforçando a sensação de que 2026 poderá representar muito mais do que uma simples celebração nostálgica.

Para muitos fãs, Until the Sun Explodes será inevitavelmente ouvido através da sombra de Bradley Nowell. Mas talvez a maior conquista do disco seja precisamente mostrar que os Sublime encontraram uma forma de continuar sem tentar reescrever a própria história.

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