Who’s Next — o disco dentro do disco de The Who

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O álbum Who’s Next, lançado em 1971 pelos The Who, é muitas vezes descrito como um “disco dentro de um disco”. A expressão surge porque grande parte das canções nasceu de um projeto muito mais ambicioso que acabou por nunca ver a luz do dia.

O projeto perdido: Lifehouse

Antes de Who’s Next, Pete Townshend estava a desenvolver uma ópera-rock futurista chamada Lifehouse.

A ideia era complexa. A história passava-se num futuro onde as pessoas viviam isoladas em casas ligadas a uma rede digital que transmitia entretenimento permanente. A música seria o elemento capaz de libertar as pessoas desse sistema. Cada indivíduo teria um “tema musical” próprio, gerado a partir da sua personalidade.

O conceito era tão ambicioso que acabou por se tornar difícil de concretizar. O projeto colapsou durante as sessões de gravação.

O que sobrou virou um clássico

 

Mesmo sem a narrativa completa, várias músicas compostas para Lifehouse sobreviveram e foram reunidas num álbum mais direto: Who’s Next.

Entre elas estão algumas das faixas mais icónicas da história do rock:

  • Baba O’Riley

  • Behind Blue Eyes

  • Won’t Get Fooled Again

  • Going Mobile

Ou seja, o álbum funciona como uma espécie de fragmento do projeto original. As músicas pertenciam a uma história maior que nunca foi totalmente realizada.

Por que é considerado um “disco dentro do disco”

Porque quando se ouve Who’s Next existem dois níveis:

  1. O álbum clássico de rock que chegou às lojas em 1971.

  2. O álbum invisível, que seria a ópera-rock Lifehouse.

Muitas letras fazem mais sentido quando vistas dentro dessa narrativa perdida. Por exemplo, “Won’t Get Fooled Again” fala de revolução e controlo social, temas centrais no conceito de Lifehouse.

Um dos discos mais importantes do rock

Produzido por Glyn Johns, Who’s Next tornou-se um dos trabalhos mais celebrados da banda. O disco também ficou marcado pelo uso pioneiro de sintetizadores, algo que Pete Townshend utilizou para criar sequências rítmicas que se tornaram assinatura do álbum.

Hoje é frequentemente colocado entre os melhores discos da história do rock.

Se quiser, posso também mostrar qual é a história real da capa do Who’s Next. Aquela fotografia do monólito tem uma das histórias mais estranhas da história do rock.

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