Sonic Blast Fest 2026 reforça cartaz com Voivod, Trash Talk, 1000mods e mais oito nomes

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O cartaz do Sonic Blast Fest 2026 ganha nova densidade e confirma aquilo que já se adivinhava: este verão em Vila Praia de Âncora não vai dar tréguas. Depois de um primeiro anúncio que já tinha peso suficiente para definir uma edição, chegam agora mais oito nomes que não vêm preencher espaços. Vêm elevar a fasquia.

 

Entre 06 e 08 de agosto, com warm up no dia 05, a Praia da Duna dos Caldeirões volta a transformar-se num território onde o volume dita o ritmo dos dias. E o novo anúncio não suaviza nada.

Punk, caos e estreia em Portugal

Duas das confirmações mais excitantes desta nova vaga são Trash Talk e Teen Mortgage, ambos com estreia absoluta em território português.

Os primeiros chegam com uma reputação que os precede. Concertos intensos, físicos, quase imprevisíveis. Não é difícil imaginar o que pode acontecer à frente do palco. Energia crua, sem filtro.

Já os Teen Mortgage trazem uma abordagem diferente, mas igualmente urgente. Um som que mistura garage, stoner e punk com uma eficácia direta. Curto, sujo, certeiro. Não há muito espaço para contemplação aqui. É para mexer.

Lendas vivas e peso histórico

No outro extremo, surgem os incontornáveis Voivod. Mais de quatro décadas de carreira e uma capacidade rara de continuar relevante.

A banda construiu um percurso singular dentro da música pesada, cruzando thrash, prog e experimentalismo sem nunca se fixar num só lugar. Ver Voivod ao vivo não é apenas revisitar clássicos. É perceber como uma banda pode evoluir sem perder identidade.

O peso do stoner e do psicadelismo

O novo anúncio reforça também o ADN mais característico do festival. O lado stoner, psicadélico e denso continua bem representado.

Os gregos 1000mods regressam a um palco onde já deixaram marca. O mesmo pode dizer-se dos Deathchant, que trazem aquele peso clássico que encaixa perfeitamente no ambiente do festival.

Há também estreias aguardadas. Os britânicos Elephant Tree e os argentinos Mephistofeles chegam pela primeira vez ao Sonic Blast, com propostas mais atmosféricas e arrastadas.

E depois há Madmess, representação nacional que tem vindo a crescer com consistência. Um trio que aposta num psych pesado, expansivo, pensado para palco.

Um cartaz que não para de crescer

Estas confirmações juntam-se a um alinhamento já robusto, onde se destacam nomes como High on Fire, Turbonegro, Deafheaven ou Chat Pile.

No total, o festival conta já com cerca de 30 bandas confirmadas, mantendo uma diversidade rara dentro do universo da música pesada. Do punk ao doom, do hardcore ao psicadelismo.

Mais do que um festival

O Sonic Blast não vive só do cartaz. Vive do contexto. Praia, pinhal, rio, calor e aquele ritmo próprio que se instala durante os dias do festival.

Não é apenas ver concertos. É estar ali. Circular entre palcos, encontrar gente, sentir o som a atravessar o espaço aberto. Há uma identidade muito própria que se construiu ao longo dos anos.

Os passes gerais continuam disponíveis, enquanto a fase early bird já esgotou. Um sinal claro de que, mesmo antes de fechado, o cartaz já está a mexer.

E ainda faltam nomes.

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