Sem amplificadores, sem pedais e sem electricidade, os Pink Pussycats From Hell tiveram de olhar para as próprias canções de outra maneira. A ideia surgiu durante o apagão e acabou por dar origem a Hellectricless, um álbum acústico que chega a 19 de outubro pela Raging Planet. O duo lisboeta apresenta o disco ao vivo a 15 de novembro, no Fermentage, em Lisboa.
O álbum reúne novas versões de temas da banda, uma canção inédita e uma interpretação de «Tainted Love», clássico que ganha agora uma leitura dentro do universo irreverente dos Pink Pussycats From Hell.
«Há bandas que fazem discos acústicos para mostrar maturidade, nós fizemos um porque faltou a luz.»
A frase diz quase tudo sobre o espírito do projeto. Conhecidos pelo garage rock carregado de distorção e pela atitude teatral, Mighty Hunter e Danger Rabbit experimentam aqui outra abordagem, sem abandonar a identidade que têm vindo a construir.
Um apagão, muitas maneiras de fazer rock’n’roll
Em Hellectricless, a guitarra e a bateria do duo encontram a companhia de The Midnight Crooks, um grupo de músicos que acrescenta baixo, teclas, sintetizadores, piano, guitarra, percussão e kazoo. O Portlock Brass Ensemble participa também com tuba e trombone.
A diversidade de instrumentos alarga o território sonoro do álbum e afasta-o da ideia mais convencional de um disco acústico. A intenção não passa por suavizar a personalidade da banda, mas por experimentar o que acontece às canções quando a electricidade deixa de estar no centro da equação.
O disco foi gravado, misturado, masterizado e produzido pelos próprios Pink Pussycats From Hell no Donkey Shot Studios, em Lisboa. «Hellpless», lançado a 25 de setembro, foi escolhido como primeiro avanço.
Do garage rock ao lado acústico
Formados em Lisboa, os Pink Pussycats From Hell são um duo composto por Mighty Hunter, na guitarra e voz, e Danger Rabbit, na bateria. Ao longo do percurso, editaram Hell-P, em 2017, Hell Niña, em 2020, e HElll, em 2025, sempre com o selo da Raging Planet.
Hellectricless acrescenta agora outro capítulo a essa discografia. Em vez de seguir a fórmula que tornou reconhecível o som da banda, o duo parte das próprias canções para testar novas possibilidades, mantendo o humor e a irreverência que atravessam o projeto.
O álbum chega a 19 de outubro e será apresentado a 15 de novembro, no Fermentage, em Lisboa.
