Sala esgotada no regresso de Carlos do Carmo ao Teatro Micaelense
Por Jorge Silva Medeiros17 Set 2015
O concerto que marca o regresso de Carlos do Carmo ao Teatro Micaelense, nos açores, a 19 de setembro, está esgotado desde há algumas semanas, o evento vai contar com a participação da fadista Nathalie Pires.
Decidida, dedicada e lutadora, a luso-americana Nathalie levou a ‘canção nacional’ ao mais diverso público, por todo o território americano. Na sua trajetória artística conta com um disco gravado, intitulado “Corre-me o Fado nas veias”, ao qual foi atribuído o “Prémio Lusíada – Melhor Álbum de Fado 2007”, dos Artistas Unidos da América. Recebeu vários prémios e reconhecimentos, entre eles, o mencionado “Prémio Lusíada“ e “PALCUS Young Portuguese American «Promessa» Leadership Award”, considerado como o mais importante prémio de reconhecimento das comunidades portuguesas nos Estados Unidos da América.
Carlos do Carmo iniciou a sua carreira artística em 1964, embora tenha gravado o primeiro disco com apenas nove anos. Diz-se que a primeira vez que cantou foi por acidente. “Loucura”, fado do reportório de Lucília do Carmo, marcou o estreante Carlos do Carmo nos anos 60. Desde esse dia, como sabemos, acabaram-se os acidentes. Carlos do Carmo tem levado o país e o Fado consigo por salas de espetáculos de todo o mundo, assinalando, em 2014, os 50 anos de carreira. Nesse mesmo ano também foi reconhecido com a atribuição do Grammy na categoria “Lifetime Achievement”. Em 2015, viu estrear o documentário “Carlos do Carmo: Um homem no mundo”, realizado por Ivan Dias, e foi reconhecido com o Prémio Personalidade do Ano/Martha de la Cal 2014, da Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal (AIEP), com a “Grande Médaille de Vermeil”, da cidade de Paris, e a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores.
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Jorge Silva Medeiros
Jorge Silva Medeiros é técnico de som na RTP e fundador do Música Total, um dos projetos editoriais dedicados à música com maior longevidade em Portugal. Ligado ao setor da comunicação e da música há mais de duas décadas, criou também a Rádio Atlântida e tem desenvolvido um trabalho contínuo na divulgação da música portuguesa, dos artistas emergentes e dos grandes eventos culturais.