Alguns projetos aparecem depois de uma ideia bem definida. Outros chegam porque certas canções insistem em existir.

É nesse espaço mais intuitivo que se movem os Serial Kisses, nova formação portuguesa composta por Margarida Lima nas guitarras e JC Santos nas vozes.
Sem se prenderem a conceitos rígidos ou a uma direção pré-estabelecida, os Serial Kisses apresentam-se como o resultado de anos de escuta, descoberta e paixão pela música. “Nasceu por imperativo da música que ficou depois de toda a música que circulou por nós”, explicam, numa descrição que ajuda a perceber o espírito aberto que acompanha este novo percurso.
Uma dupla construída sem fórmulas
Margarida Lima e JC Santos não procuram encaixar o projeto em rótulos. A experimentação surge como ponto de partida e também como método de trabalho, numa abordagem que privilegia a curiosidade e a liberdade criativa.
Segundo os próprios, não existem grandes pretensões nem uma definição fechada. Existe, isso sim, a vontade de continuar a explorar e de deixar que as canções encontrem naturalmente o seu lugar.
O peso das influências e das cordas
Os Serial Kisses dizem trabalhar “com as cordas todas e com o que nos fez vibrar”. A frase resume um percurso construído a partir das referências acumuladas ao longo dos anos e da relação emocional com a música.
Mais do que seguir tendências, o duo parece interessado em transformar memórias sonoras e experiências em novas composições, deixando espaço para a surpresa e para o inesperado.
Primeiras canções já estão a circular
A banda começou a apresentar o seu trabalho e disponibilizou material para escuta, dando os primeiros passos públicos deste projeto.
Ainda numa fase inicial, os Serial Kisses mostram vontade de partilhar as suas canções e de abrir esse universo a quem estiver disposto a entrar nele.
Uma estreia para acompanhar
Em tempos em que tantas bandas procuram definir-se à partida, os Serial Kisses escolhem o caminho contrário. Preferem descobrir-se enquanto fazem música, deixando que cada nova composição ajude a desenhar a identidade do projeto.
Talvez seja precisamente essa ausência de fórmulas que torne mais interessante acompanhar os próximos passos da dupla. Afinal, algumas histórias começam sem mapa e acabam por encontrar o seu próprio rumo.



