Tomas Grey lançou “Rumors”. Já tá cá fora. Plataformas abertas, selo da Universal Music Portugal, essas coisas. O tema apareceu sem grande alarido. E ficou.

O single anda à volta de um vocal simples. Simples mesmo. Fica logo, mesmo quando a cabeça está noutro sítio. O resto acompanha. Beat direito, synths no sítio, tudo a andar sem pedir licença. Dá pra rádio. Dá pra pista. Dá pra um festival ao fim da tarde, quando o sol ainda não caiu. Funciona. É assim.

A produção é limpa. Limpa demais, se calhar. Mas pronto. Não há ali vontade de complicar. A música entra, mantém-se, sai. Não levanta perguntas. Não cria desvios. É um tema pra usar. Pra meter num set. Pra rodar e seguir. Foi… foi isso.

Há uma sensação prática em “Rumors”. Parece pensado pra circular sem fricção. Nada sobra. Nada falta. Isso lembra-me uma conversa qualquer sobre eficiência, mas não vale a pena ir por aí. De qualquer forma, nota-se que não é um acidente.

O nome de Tomas Grey tem aparecido mais vezes, aqui e ali. Em listas. Em alinhamentos. Em conversas rápidas. Novo nome, dizem. Em crescimento. Essas palavras que se usam sempre. O single encaixa nesse momento. Não muda o jogo. Mantém-no.

Agora fica no ar se isto é só um lançamento isolado ou se à mais coisa a caminho. Não sei. O tema fica a rodar. E depois logo se vê.