É no alto do Bom Jesus do Monte, em Braga, que os WILDCHAINS aparecem agora num palco pouco habitual: a televisão nacional. A banda bracarense integra a nova campanha da McDonald’s Portugal, criada para assinalar os 35 anos da marca no país, e leva consigo para o ecrã uma parte importante da cidade onde nasceu.
A campanha “Não há Mac como o nosso!” procura cruzar a identidade da marca com diferentes histórias ligadas à cultura e à portugalidade. No caso dos WILDCHAINS, essa ligação passa pelo cenário, mas também pela própria história da banda. Foi em Braga que o grupo se formou, em 2021, e foi a partir daí que começou a construir um percurso que entretanto já ultrapassou fronteiras.
No Escadório do Bom Jesus, os músicos reinterpretam a conhecida assinatura sonora “I’m Lovin’ It”, numa participação que marca a estreia dos WILDCHAINS em televisão nacional.
Uma banda de rock pesado num cenário inesperado
Existe aqui um contraste interessante. Os WILDCHAINS construíram a sua identidade a partir do alternative/heavy rock, com uma componente cinematográfica que faz parte da sua linguagem. De repente, surgem num dos lugares mais reconhecíveis de Braga, dentro de uma campanha televisiva com alcance nacional.
É precisamente essa mudança de contexto que torna a participação curiosa. Não se trata apenas de colocar uma banda diante de uma câmara. É também ver um projecto que nasceu num circuito essencialmente musical ocupar durante alguns segundos um espaço que chega muito para lá desse universo.
E Braga não é um simples cenário. É parte da história dos WILDCHAINS. A cidade acompanha o percurso da banda desde a formação e continua a funcionar como ponto de referência enquanto o grupo procura novos palcos e novos públicos.
2026 está a abrir outras portas
A participação televisiva surge num ano de crescimento para os WILDCHAINS. Depois da estreia internacional, com concertos em Espanha, a banda prepara agora uma série de actuações acústicas em espaços FNAC.
É uma mudança interessante para um grupo cuja imagem está fortemente associada ao peso e à dimensão cinematográfica. No formato acústico, as canções aproximam-se do público e deixam mais espaço para perceber melodias, arranjos e detalhes que, num contexto eléctrico, podem ficar escondidos pela força do conjunto.
A agenda das próximas actuações pode ser consultada na programação da FNAC.
“The Great Fado II” procura o destino por trás da palavra
Enquanto o lado ao vivo continua a crescer, os WILDCHAINS estão a finalizar “The Great Fado II”, a segunda parte do álbum conceptual iniciado este ano.
O título pode levar imediatamente a pensar no género musical português, mas a ideia da banda segue outro caminho. Neste universo, “fado” significa destino. A palavra serve como ponto de partida para uma narrativa onde entram perda, memória, transformação e identidade.
É uma escolha que diz bastante sobre a forma como os WILDCHAINS estão a construir o seu universo. Mais do que trabalhar apenas uma sonoridade pesada, a banda procura criar uma narrativa própria, onde as canções fazem parte de algo maior.
“The Great Fado II” surge assim como o próximo passo de um projecto que começou a ganhar forma este ano e que agora procura aprofundar esse território conceptual.
De Braga para Espanha, da sala de concertos à televisão
Formados em Braga em 2021, os WILDCHAINS contam já com mais de 50 concertos, passagens por palcos portugueses e espanhóis e resultados de destaque em concursos nacionais.
A presença na campanha nacional acrescenta agora uma dimensão diferente ao percurso. Para uma banda ainda relativamente jovem, aparecer em televisão e associar essa estreia à própria cidade de origem é um daqueles momentos que não altera necessariamente a música, mas pode alterar a forma como ela chega às pessoas.
Braga continua no centro da história. O que está a mudar é a dimensão do mapa.
Depois de Espanha, das novas experiências acústicas e agora da televisão nacional, os WILDCHAINS entram na fase seguinte com “The Great Fado II” em preparação. O próximo capítulo ainda está a ser escrito, mas uma coisa parece clara: a banda já não está apenas a tocar em casa.
