A edição de 2026 da Maré de Agosto tem uma particularidade que merece atenção: antes de ocupar a Praia Formosa durante três noites, o festival vai começar noutro ponto de Santa Maria.
Na quarta-feira, 19 de agosto, o primeiro encontro acontece no Miradouro da Macela, a partir das 18h00, num sunset com We Sea Portugal, Manga Limão e Antoine C. É uma entrada diferente numa edição que, depois, muda completamente de cenário.
A partir de quinta-feira, dia 20, a Praia Formosa assume o protagonismo. E a programação não foi pensada para repetir a mesma fórmula durante quatro dias. Cada noite tem os seus artistas, o seu ritmo e até um horário próprio.
É uma pequena mudança que pode fazer diferença na forma como se vive a Maré este ano.
“Primeiro, o Miradouro da Macela. Depois, três noites na Praia Formosa.”
19 de agosto: começar com o sol ainda no céu
O primeiro dia merece ser visto como um momento autónomo.
Às 18h00, quando a luz começa a mudar, We Sea Portugal, Manga Limão e Antoine C levam a música para o Miradouro da Macela. O cenário permite uma relação completamente diferente com Santa Maria e cria uma espécie de prólogo antes das três noites de concertos na Praia Formosa.
Não é preciso esperar pela noite para entrar no ambiente da Maré.
O dia 19 oferece precisamente essa possibilidade: chegar mais cedo, escolher outro ponto da ilha e assistir ao início do festival enquanto ainda existe luz natural.
Depois disso, a história muda de cenário.
Três noites, três propostas
Na quinta-feira, 20 de agosto, a Praia Formosa recebe Terrakota, Queen Omega & The Royal Souls e K:77. Os concertos decorrem entre as 22h00 e as 04h00.
Na sexta-feira, dia 21, o palco fica entregue a Oma Jali, Wüstenberg e OKO, mantendo o mesmo horário.
No sábado, 22 de agosto, a despedida ganha outra dimensão. Cais Sodré Funk Connection, Vitor Kley, Talco e A-Kids encerram a edição numa noite que se prolonga até às 06h00.
Ou seja, a Maré 2026 não é apenas uma sequência de concertos. Existe uma progressão bastante clara: começa ao fim da tarde, instala-se durante duas noites na Praia Formosa e termina quando já começa a nascer outro dia.
Uma edição para descobrir por etapas
É talvez aqui que esta edição ganha interesse.
Quem chegar a Santa Maria no dia 19 pode conhecer uma Maré diferente daquela que normalmente associa ao festival. O Miradouro da Macela funciona como primeiro capítulo. A Praia Formosa surge depois como o grande palco das três noites seguintes.
Também existe uma diferença no próprio desenho dos horários. Quinta e sexta-feira terminam às quatro da manhã. Sábado acrescenta mais duas horas à noite. Para quem gosta de prolongar os concertos até ao limite, é precisamente a última noite que guarda a maior margem para ficar.
A organização criou, assim, uma edição que pode ser vivida por inteiro ou por momentos. Um sunset para começar. Três noites para continuar. E uma madrugada final para fechar tudo.
Santa Maria já tem encontro marcado
Entre 19 e 22 de agosto, a Maré volta a ocupar espaço em Santa Maria, mas começa por sair do seu cenário mais conhecido.
Primeiro, o Miradouro da Macela.
Depois, a Praia Formosa.
E, no último dia, a música continua até às seis da manhã.
É uma maneira diferente de montar a edição e talvez seja precisamente isso que vale a pena descobrir este ano.
