Domingo, 9 de Agosto de 2026
ESTATUTO EDITORIAL

ESTATUTO EDITORIAL

Por Mafalda Matos 9 Ago 2026

Música Total

Liga-te à música, vive a cultura.

1. Identidade e missão

O Música Total é uma publicação dedicada à música e à cultura, com especial atenção à realidade portuguesa e às pessoas, obras e acontecimentos que fazem parte da vida musical.

A publicação acompanha artistas, discos, concertos, festivais, editoras, produtores, técnicos, espaços, movimentos e novas tendências, procurando ir além da informação imediata.

O Música Total pretende informar, contextualizar, descobrir e preservar histórias que merecem ser conhecidas.

A sua missão é proporcionar ao leitor informação rigorosa, crítica, acessível e relevante, mantendo uma relação próxima com a música e com quem a cria.

2. Orientação editorial

O Música Total defende uma abordagem editorial independente, curiosa e crítica.

A publicação não pretende limitar-se à reprodução de comunicados ou à divulgação de acontecimentos. Procura acrescentar contexto, informação, análise e uma perspetiva própria.

A relevância editorial é o principal critério para decidir o que merece publicação.

A popularidade de um artista, o seu número de seguidores, dimensão comercial ou capacidade promocional não determinam, por si só, o interesse de um conteúdo.

3. Independência editorial

A independência editorial é um princípio fundamental do Música Total.

A orientação dos conteúdos não deve ser condicionada por interesses comerciais, relações pessoais, convites, ofertas, publicidade, patrocínios ou parcerias.

A existência de uma relação comercial com um artista, promotor, editora, festival, marca ou empresa não determina a forma como essa entidade será tratada editorialmente.

O Música Total preserva a liberdade de informar, analisar, elogiar, questionar ou criticar.

Publicidade e conteúdos comerciais devem permanecer claramente diferenciados dos conteúdos editoriais.

4. Rigor e verificação

O Música Total procura publicar informação correta, atualizada e verificável.

Antes da publicação devem ser confirmados, sempre que possível, nomes, datas, locais, títulos, créditos, informações sobre lançamentos, concertos, festivais e outros dados relevantes.

As fontes devem ser avaliadas de acordo com a sua credibilidade e pertinência.

Quando uma informação não possa ser confirmada de forma suficiente, deve ser tratada com a necessária cautela.

O erro pode acontecer. A sua correção faz parte da responsabilidade editorial.

5. Informação, análise, opinião e crítica

O Música Total distingue informação factual de análise, opinião e crítica.

A informação deve privilegiar rigor, clareza e contexto.

A análise procura interpretar acontecimentos e obras.

A opinião permite uma posição autoral.

A crítica pode assumir uma avaliação positiva ou negativa, desde que seja fundamentada e respeite o objeto da crítica.

O Música Total não considera a crítica negativa um problema. Considera problemático escrever sem critério.

6. Valorização da música portuguesa

A música portuguesa ocupa um lugar central no projeto editorial.

O Música Total acompanha artistas consagrados e emergentes, projetos independentes, novas cenas, editoras, compositores, produtores, técnicos, promotores e estruturas culturais.

A publicação procura contribuir para uma maior visibilidade da criação musical portuguesa e para a preservação da sua memória.

Valorizar a música portuguesa não significa deixar de a questionar ou avaliar criticamente.

7. Descoberta e diversidade

O Música Total procura dar espaço a diferentes géneros, gerações, geografias e linguagens musicais.

Rock, pop, eletrónica, hip-hop, jazz, metal, folk, música tradicional, música urbana, música experimental e outras expressões podem integrar a publicação.

A diversidade editorial é entendida como uma forma de acompanhar a realidade musical e não como uma obrigação de representar artificialmente todos os géneros.

Projetos emergentes ou fora dos circuitos de maior exposição podem merecer atenção quando apresentem relevância artística, cultural ou editorial.

8. Equipa editorial e colaboradores

O Música Total desenvolve o seu trabalho através da direção editorial, da sua equipa e dos colaboradores que participam na produção de conteúdos.

A publicação valoriza diferentes experiências, conhecimentos e perspetivas, desde que o trabalho desenvolvido respeite os princípios definidos neste estatuto.

Todos os conteúdos publicados em nome do Música Total devem cumprir os critérios de rigor, independência, responsabilidade e respeito pelo leitor estabelecidos pela publicação.

9. Entrevistas

As entrevistas devem procurar ultrapassar o discurso exclusivamente promocional.

O objetivo é conhecer melhor os artistas e profissionais, os seus percursos, processos criativos, ideias, influências, escolhas e desafios.

O entrevistado deve ser tratado com respeito e rigor.

Quando forem relevantes e fundamentadas, perguntas difíceis ou incómodas fazem parte da liberdade editorial de uma entrevista.

10. Concertos e festivais

A cobertura de concertos e festivais deve procurar transmitir o acontecimento sem abandonar a informação factual.

O Música Total pode abordar programação, desempenho artístico, público, ambiente, espaço, organização, produção e contexto.

A presença de um artista num cartaz não implica uma avaliação positiva antecipada.

A avaliação editorial deve resultar daquilo que efetivamente aconteceu.

11. Relação com artistas e profissionais

O Música Total procura manter uma relação profissional, próxima e respeitosa com artistas, músicos, produtores, técnicos, editoras, agentes, promotores e restantes profissionais da indústria musical.

O respeito pelas pessoas não limita a liberdade editorial.

A crítica deve incidir sobre obras, acontecimentos, decisões ou factos relevantes e não sobre ataques pessoais gratuitos.

12. Fontes

O Música Total utiliza fontes diversas, avaliando a sua credibilidade e relevância.

Comunicados de imprensa, redes sociais, declarações de artistas, informações de editoras e promotores podem constituir fontes úteis.

Quando necessário, a informação será cruzada com outras fontes.

Uma informação promocional deve ser identificada como tal e não apresentada como investigação independente.

13. Conteúdos comerciais e patrocinados

Conteúdos pagos, patrocinados ou realizados mediante acordo comercial devem ser identificados de forma clara.

Uma parceria comercial não pode ser apresentada ao leitor como jornalismo ou opinião editorial independente.

O Música Total pode desenvolver projetos comerciais com artistas, promotores, festivais, marcas e empresas, desde que esses projetos não comprometam a independência editorial.

14. Publicidade

A publicidade constitui uma fonte legítima de financiamento da publicação.

Os espaços publicitários devem ser distinguíveis dos conteúdos editoriais.

Um anunciante não adquire, pela sua relação comercial com o Música Total, o direito de determinar a orientação editorial da publicação.

A existência de publicidade de uma entidade não garante cobertura favorável nem impede uma avaliação crítica.

15. Ofertas, convites e acessos

Convites, acreditações, ofertas ou outras condições destinadas a facilitar uma cobertura editorial não conferem ao seu destinatário qualquer direito sobre o conteúdo publicado.

A aceitação de um convite ou acesso profissional não implica obrigação de produzir uma avaliação positiva.

Sempre que uma circunstância possa comprometer ou colocar em causa a independência editorial, a situação deve ser avaliada pela direção editorial.

16. Conflitos de interesse

Os interesses pessoais, profissionais ou comerciais que possam influenciar um conteúdo devem ser considerados antes da publicação.

Sempre que exista um conflito de interesse relevante, a direção editorial deve avaliar a possibilidade de participação do autor no conteúdo.

O objetivo é garantir que os interesses externos não condicionem a informação, a análise ou a crítica.

17. Direito de resposta e retificação

O Música Total reconhece os direitos de resposta e de retificação nos termos legalmente aplicáveis.

Pedidos de correção ou resposta serão analisados com base na relevância, factualidade e proporcionalidade.

O direito de resposta não representa um direito de controlo sobre o conteúdo editorial.

18. Correções e transparência

O Música Total assume responsabilidade pelo conteúdo que publica.

Quando for identificado um erro factual relevante, a publicação procurará corrigi-lo de forma adequada.

A correção de um erro não é entendida como uma diminuição da credibilidade, mas como parte da responsabilidade perante o leitor.

A transparência deve prevalecer sobre a tentativa de ocultar um erro.

19. Proteção do leitor

O leitor é a principal referência do trabalho editorial.

O Música Total não deve publicar deliberadamente informação falsa ou enganadora, nem utilizar títulos ou enquadramentos destinados a criar uma perceção falsa dos acontecimentos.

O título deve despertar interesse e captar atenção, mas deve corresponder ao conteúdo.

O objetivo é conquistar o leitor pela relevância, curiosidade e qualidade do trabalho editorial.

20. Títulos e linguagem

Os títulos devem ser claros, relevantes e capazes de despertar interesse sem recorrer ao engano.

A publicação procura evitar títulos vazios, exagerados ou construídos exclusivamente para gerar cliques.

A linguagem editorial deve ser natural, clara e adequada ao público português, respeitando o português europeu.

O Música Total procura desenvolver uma voz própria, sem abdicar do rigor.

21. Imagens, vídeo e direitos de autor

O Música Total respeita os direitos de autor, direitos de imagem e restantes direitos associados aos conteúdos utilizados.

As fotografias, vídeos, capas de discos, textos e outros materiais devem possuir autorização, licença ou fundamento legítimo para utilização.

Os créditos dos autores e titulares dos direitos devem ser respeitados sempre que aplicável.

22. Inteligência artificial e ferramentas digitais

O Música Total pode utilizar ferramentas de inteligência artificial e outras tecnologias digitais como apoio à pesquisa, organização, revisão, análise, tradução, produção e edição de conteúdos.

A utilização destas ferramentas não substitui a responsabilidade editorial humana.

Os conteúdos devem ser avaliados, revistos e, quando necessário, verificados antes da publicação.

A responsabilidade final pelo conteúdo publicado pertence à direção editorial do Música Total.

23. Memória musical

O Música Total entende o seu trabalho editorial também como construção de memória.

A recuperação de discos, artistas, histórias, concertos, festivais e momentos importantes da música portuguesa faz parte da missão da publicação.

Os conteúdos de arquivo e de contexto devem procurar conservar informação útil para os leitores atuais e para futuras gerações.

24. Compromisso editorial

O Música Total compromete-se a trabalhar com independência, rigor, curiosidade, responsabilidade e sentido crítico.

Não pretende publicar tudo.

Pretende publicar aquilo que considera relevante.

A velocidade da informação não deve eliminar o contexto.

A popularidade não deve substituir o critério.

A relação comercial não deve substituir a independência.

A opinião não deve substituir os factos.

A crítica não deve transformar-se em ataque pessoal.

O Música Total existe para acompanhar a música, descobri-la, questioná-la, contextualizá-la e contribuir para a sua memória.

Música Total

Liga-te à música, vive a cultura.

Mafalda Matos

Mafalda Matos é jornalista no Música Total, onde assina sobretudo peças sobre [novidades musicais / entrevistas / cultura regional]. Com [10 anos] ligada ao jornalismo cultural, tem acompanhado de perto [festivais, lançamentos nacionais, etc.] e é uma das vozes mais regulares do Radar Nacional e da secção de Entrevistas do site.

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