A 16, 17 e 18 de Maio, Águeda volta a celebrar as artes performativas para o público infantil e familiar na 6ª edição do Festival i. A grande abertura do festival faz-se na sexta à noite, pelas 21h30, com um espectáculo para todas as idades em plena Rua da Venda Nova, de entrada livre. Depois, no sábado e no domingo, o habitual non-stop das 10h30 às 19h30, num rodopio por diversos palcos da cidade. A grande festa das artes em família faz-se em torno da música, teatro, dança, cinema e animação circense. SEXTA 16 MAIO 21h30, Rua da Venda Nova | entrada livre “Sonhos de Areia”, Cia. Ytuquepintas (Espanha) Desenhar sonhos na areia, grão a grão, é a arte do ilustrador espanhol Borja González. É este espantoso espectáculo visual que vai abrir a 6ª edição do Festival i, desta vez à noite, em plena rua da Venda Nova. Quadros poéticos e emocionantes são recreados apenas com o movimento das mãos sobre areia, com projecção em grande escala dos desenhos, tão dinâmicos quanto a imaginação de cada um. SÁBADO 17 MAIO 10h30, Biblioteca Municipal Manuel Alegre “Bebés com Música”, d’Orfeu Em apenas três quartos de hora, as famílias vão recriar um dia inteiro, desde o acordar até ao anoitecer, através de divertidas canções originais da autoria de Alexandra Silva e João Pratas. Nesta actividade lúdica e pedagógica, às canções juntam-se jogos e danças, mostrando a pequenos e graúdos como a diversão pode ser uma forma de aprender.
14h30, Auditório Ana Paula Silva “Esqueci-me Como Se Chama”, Pantopeia Um singular imaginário insólito de situações caricatas e absurdas personagens, que apela ao estímulo da nossa criatividade e originalidade sem limites nem restrições, num conjunto de dez histórias e poemas para a infância, do autor russo Daniil Harms. Uma viagem a um universo infantil de verdade, generosidade e simplicidade.
15h40, Auditório do CEFAS “A Meias”, Kopinxas Desprendidos de modos e maneiras, dois personagens partem para um “faz-de-conta” em que a partilha e o aconchego da entreajuda se encontram. Sem palavras e ao som de uma estranha caixa de música, este é um espectáculo de teatro visual para toda a família, onde o murmurinho da infância é sussurrado ao ouvido.
16h00-19h00, Espaço d’Orfeu (tanque) “Joga i Ginga”, Lud in O pátio do Espaço d’Orfeu também se enche de brincadeiras com jogos musicais, para regalo da imaginação e diversão. Fazendo do i mais um ponto de Águeda Cidade Lúdica, a Lud in propõe-se ao desenvolvimento de novos métodos pedagógicos para estimular a criatividade. [também no domingo]
16h45, Espaço d’Orfeu (quintal) “Arre”, AEPGA / Rei sem Roupa Peça para dois burros e dois actores, directamente do planalto mirandês. Dois contadores de histórias e parábolas, misto de mendigos e jograis, remetem o público para um imaginário de Dom Quixote e Sancho Pança. Espertos, os burros assistem. Este espectáculo, na linha da tradição satírica, é um coice de comicidade popular na sociedade dos tempos que correm.
17h15, Espaço d’Orfeu (latada) “Ouro Azul”, Encerrado para Obras E se a água se esgotasse? Este é o ponto de reflexão sobre a importância de preservarmos os recursos hídricos. Livre adaptação de uma lenda aborígene, em que a importância da água é demonstrada com humor, este espectáculo cruza várias linguagens artísticas como a dança, o gesto, o contador de histórias, a música ao vivo. Educação ambiental cómica.
18h15, Espaço d’Orfeu (tenda) “Orquestra dos Brinquedos”, Foco Musical Uma viagem pela história da música clássica com uma orquestra muito original. Concerto satírico e colorido, exclusivamente com instrumentos de plástico e outros brinquedos sonoros, brincando com a solenidade das grandes orquestras. Além de insólito e divertido, este espectáculo estimula a utilização de materiais alternativos para a prática musical. DOMINGO 18 MAIO 10h30, Salão de Chá do Parque da Alta Vila “Oficina de Animação de Curtas-Metragens”, Cinanima A 7ª Arte chega pela primeira vez ao roteiro do i numa selecção de curtas-metragens que o Cinanima – Festival Internacional de Cinema de Animação traz para deleite de adultos e crianças. Esta sessão é complementada de seguida com uma oficina prática de introdução à imagem animada, onde se vai poder desenhar e construir vários brinquedos ópticos.
14h30, Auditório Ana Paula Silva “As Aventuras de Polichinelo”, Zunzum Um grande e misterioso ovo apareceu num reino muito distante. O Rei não sabia o que pensar. A Princesa, destemida, queria vê-lo. O vaidoso e ganancioso Conselheiro Mor queria era aproveitar-se do ovo para se promover. Certo é que ninguém esperava o que viria a acontecer. Com este ovo, o palácio do reino encheu-se de fantásticas peripécias!
15h40, Auditório do CEFAS “Clean, Play, Clown”, BAAL 17 Duas equipas rivais confrontam-se num jogo de computador: as Energias Renováveis, amigas do ambiente, e as Não-Renováveis, poluentes e esgotáveis. Em sucessivas provas, três personagens vão passar por muitas peripécias cómicas e desafios de “alta-tensão”. Mas quem vai ganhar e porquê?
16h00-19h00, Espaço d’Orfeu (pátio) “A Seguir És Tu”, EPA O ambiente familiar do Festival i não fica completo sem animações pelo Espaço d’Orfeu, com pinturas faciais e modelagem de balões. Entre um espectáculo e outro, os alunos de Animação Sociocultural da Escola Profissional de Aveiro vão mimar a criançada com o seu talento. [também no sábado]
16h45, Espaço d’Orfeu (tenda) “Baile Zampadanças”, PédeXumbo Um menú recheado de músicas tradicionais, para uma refeição completa de danças de vários países em família. O cozinheiro-chefe vai apresentando as diferentes receitas para saborearmos os mais diversos ritmos de todo o mundo. Junta-se um pézinho de dança e o baile fica recheado de muita diversão!
17h15, Espaço d’Orfeu (latada) “Sopa da Pedra”, Chão de Oliva Uma única pedra pode ser o ingrediente especial para uma deliciosa sopa. E se não acreditam, dois frades franciscanos vão demonstrá-lo com marionetas construídas à vista de todos, com materiais ou objectos pouco comuns, ao mesmo tempo que também nos contam divertidas histórias de vida do seu mentor Francisco de Assis. Boa disposição à mesa!
18h15, Espaço d’Orfeu (tenda) Peter Punk (Galiza) Para terminar o i em tom de festa e de humor, da Galiza chega-nos Peter Punk, uma personagem que se recusa a crescer e a perder o lado mais jovial e brincalhão. Com uma comicidade contagiante e original, este é um espectáculo onde a gargalhada facilmente se deixa soltar. Meninos e meninas, o circo vai começar!
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Jorge Silva Medeiros
Jorge Silva Medeiros é técnico de som na RTP e fundador do Música Total, um dos projetos editoriais dedicados à música com maior longevidade em Portugal. Ligado ao setor da comunicação e da música há mais de duas décadas, criou também a Rádio Atlântida e tem desenvolvido um trabalho contínuo na divulgação da música portuguesa, dos artistas emergentes e dos grandes eventos culturais.