Durante um ano, LISA afasta-se da rotina dos BLACKPINK para construir uma carreira mais independente. “Always Lalisa” acompanha esse período e estreia em IMAX e cinemas a 12 de outubro, antes de chegar ao YouTube Premium.
LISA já não precisa de provar que é uma estrela global. O desafio, em Always Lalisa, parece ser outro: descobrir o que acontece quando uma artista habituada a partilhar um dos maiores palcos do pop decide, durante algum tempo, avançar sozinha.
O documentário de longa-metragem acompanha um ano decisivo na vida de LISA, período em que a artista vive uma fase de maior independência fora da rotina dos BLACKPINK. Pela primeira vez desde a infância, enfrenta a pressão de desenvolver a carreira a solo, entrar na representação e construir novos projetos com o seu próprio nome.
Realizado por Sue Kim, Always Lalisa estreia em IMAX e cinemas de todo o mundo a 12 de outubro, numa exibição limitada distribuída pela Trafalgar Releasing, antes de chegar globalmente ao YouTube Premium ainda este ano.
Quando a carreira a solo deixa de ser apenas um intervalo
A história de LISA está inevitavelmente ligada aos BLACKPINK. O grupo transformou quatro artistas num fenómeno global e levou o K-pop a uma escala que poucos projetos musicais tinham conseguido alcançar.
Mas Always Lalisa acompanha precisamente o momento em que a artista procura perceber até onde pode levar o seu próprio caminho.
O afastamento temporário da rotina do grupo não significa apagar essa história. Significa criar espaço para uma experiência diferente. Uma carreira a solo exige escolhas próprias, decisões que deixam de ser divididas por quatro e uma exposição ainda mais concentrada numa única pessoa.
É nesse intervalo que o documentário encontra a sua tensão. LISA tem o tempo contado antes do regresso aos compromissos do grupo e, ao mesmo tempo, tenta perceber como quer construir a próxima fase da sua carreira.
Um nome que começa a ocupar novos espaços
A música continua no centro, mas a carreira de LISA já ultrapassa há algum tempo os limites de uma única área.
A artista estreou-se a solo no Coachella, entrou na representação com The White Lotus e continua a expandir a sua atividade entre música, cinema e outros projetos ligados ao entretenimento.
Essa multiplicação de caminhos ajuda também a perceber o momento retratado em Always Lalisa. O documentário acompanha uma artista que não está a abandonar uma identidade anterior, mas a tentar descobrir quantas outras identidades pode acrescentar-lhe.
A questão deixa de ser apenas se LISA consegue ter sucesso fora dos BLACKPINK. Os resultados recentes da sua carreira já responderam, em grande parte, a essa dúvida. A questão passa a ser outra: que tipo de artista quer ser quando deixa de existir uma única direção obrigatória.
Primeiro o grande ecrã, depois o streaming
A estreia de Always Lalisa foi pensada em duas etapas.
Depois da estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto, o documentário chega primeiro ao circuito IMAX e às salas de cinema de vários países. Só mais tarde ficará disponível globalmente no YouTube Premium.
A escolha dá ao filme uma dimensão de acontecimento antes de o colocar numa plataforma de acesso individual. Para os fãs, a história de uma artista habituada aos maiores palcos do mundo será vista primeiro num espaço coletivo.
Ao mesmo tempo, a chegada posterior ao YouTube Premium aproxima o documentário do lugar onde LISA mantém uma relação direta com uma audiência global. A passagem pelo cinema parece funcionar como uma primeira celebração pública antes de a história entrar num espaço mais pessoal.
A pergunta que existe quando o grupo deixa de ocupar todo o espaço
O título Always Lalisa parece apontar para uma questão simples: o que permanece quando todas as outras definições são colocadas temporariamente de lado?
Existe Lalisa, a pessoa. Existe LISA, a artista. E existe LISA como uma das quatro figuras dos BLACKPINK. Nenhuma destas identidades desaparece durante o período retratado no documentário, mas uma delas deixa, por algum tempo, de organizar tudo à sua volta.
É aí que o filme pode encontrar o seu lado mais interessante.
Não porque LISA esteja a começar do zero. Pelo contrário. Poucas artistas entram numa fase de independência com uma carreira tão consolidada e uma atenção global tão intensa.
Talvez seja precisamente essa a dificuldade de Always Lalisa: quando já se chegou tão longe, a liberdade deixa de significar apenas poder escolher. Passa também a significar ter de decidir qual dessas escolhas vale realmente a pena seguir.
“Always Lalisa” estreia em IMAX e cinemas de todo o mundo a 12 de outubro. Os bilhetes para as sessões ficam disponíveis a partir de 9 de setembro.
