A discussão sobre a qualidade da Educação já não passa apenas pelos resultados académicos.
O bem-estar de alunos, professores e restantes profissionais tornou-se uma prioridade para muitas escolas portuguesas, num período marcado pelo desgaste da profissão docente, pelos desafios da saúde mental e pela necessidade de construir ambientes de aprendizagem mais equilibrados.
É neste contexto que surge o Selo Escola que sabe Bem Estar, iniciativa da Porto Editora que, em poucas semanas, reuniu a adesão de cerca de 700 agrupamentos e escolas não agrupadas, representando mais de 3000 estabelecimentos de ensino, aproximadamente 45 mil professores e 400 mil alunos para o ano letivo de 2026/2027.
Um compromisso que vai além das intenções
Mais do que uma distinção simbólica, o projeto desafia cada agrupamento a desenvolver um Plano para o Bem Estar, integrado no plano anual de atividades, transformando o tema numa estratégia contínua e não apenas numa ação pontual.
Ao longo do ano letivo, as escolas terão acesso a ferramentas, recursos e acompanhamento especializado disponibilizados pela Porto Editora. O objetivo passa por apoiar a criação de políticas adaptadas à realidade de cada comunidade educativa, promovendo ambientes mais saudáveis, colaborativos e capazes de responder aos desafios atuais da escola.
Através da plataforma criada para o projeto, as direções poderão acompanhar a implementação das medidas, reunir evidências das atividades realizadas e monitorizar a evolução do plano até ao final do processo.
Um reconhecimento para quem coloca as pessoas no centro
No final do ano letivo, as escolas que cumprirem os critérios definidos receberão o Selo Escola que sabe Bem Estar, uma distinção que pretende valorizar o trabalho desenvolvido em benefício de toda a comunidade escolar.
A iniciativa integra o movimento Educar Transforma, desenvolvido pela Porto Editora, que parte da convicção de que uma escola de qualidade depende não apenas dos recursos disponíveis ou dos resultados obtidos, mas também das condições em que professores, alunos e restantes profissionais vivem diariamente o espaço escolar.
“Queremos valorizar e dar consistência a práticas que impactam diretamente o clima escolar e a qualidade das aprendizagens porque hoje, mais do que nunca, é fundamental olhar para o bem-estar como uma dimensão estruturante da escola”, afirma Vasco Teixeira, CEO da Porto Editora.
O responsável acrescenta que este projeto pretende reforçar o compromisso da editora com soluções que respondam aos desafios concretos enfrentados pelas escolas portuguesas.
Um sinal das prioridades da escola portuguesa
Nos últimos anos, temas como o bem-estar emocional, a valorização da carreira docente e a saúde mental passaram a ocupar um espaço cada vez mais relevante no debate sobre a Educação. A elevada adesão registada nesta primeira edição do Selo mostra que muitas escolas procuram transformar essas preocupações em políticas permanentes e não apenas em iniciativas ocasionais.
A verdadeira dimensão deste projeto só poderá ser avaliada no final do próximo ano letivo. Mais do que atribuir um selo, o desafio será perceber quantas destas práticas conseguirão enraizar-se no quotidiano das escolas e contribuir para comunidades educativas mais fortes, mais saudáveis e mais preparadas para responder às exigências do futuro.
