Ricardo Cabral: Entre bastidores, palcos e a defesa da música açoriana

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O percurso de Ricardo Cabral mistura cultura, produção, música e ligação humana. Nem sempre aparece no centro do palco, mas há décadas que o seu nome circula entre concertos, festivais, estruturas técnicas e artistas açorianos. Uma presença constante num meio onde a persistência vale tanto quanto o talento.

 

Ricardo Jorge Furtado Cabral nasceu a 2 de junho de 1960, em Vila Franca do Campo. Mais tarde fixou-se em Ponta Delgada, cidade onde continua ligado à atividade cultural e artística. Com bacharelato na área do ensino, começou o seu percurso profissional no setor dos seguros, onde desenvolveu atividade empresarial durante vários anos, antes de mergulhar de forma mais intensa no universo dos espetáculos.

A ligação à música nunca ficou distante. Como músico, passou pela bateria em diferentes projetos, destacando-se a participação na Bruma Som (uma das empresas de som), a que marcou uma fase importante do seu caminho artístico. Essa experiência deu-lhe contacto direto com o ambiente dos palcos, dos ensaios e da realidade dos músicos açorianos.

Com o passar dos anos, Ricardo Cabral começou também a assumir um papel ativo na criação de eventos e iniciativas culturais. Trabalhou como técnico de som, agente cultural e produtor, acumulando conhecimento prático num setor exigente e muitas vezes construído com poucos recursos, mas enorme dedicação.

Hoje integra a RCE Eventos como sócio e continua ligado ao acompanhamento de artistas regionais. O trabalho desenvolvido passa pela promoção cultural, produção de eventos e apoio à música feita nos Açores, área onde mantém uma presença próxima e interventiva.

Ao longo do percurso participou ainda como consultor e elemento de júri em diferentes concursos e iniciativas culturais. Esse envolvimento ajudou a reforçar a sua posição enquanto figura respeitada dentro do meio artístico regional, sobretudo pela defesa contínua da criação musical açoriana.

Ricardo Cabral pertence a uma geração que ajudou a abrir espaço para muitos artistas locais crescerem. Entre cabos, mesas de som, viagens, festivais e noites longas de produção, foi construindo uma história feita mais de trabalho constante do que de protagonismo. E talvez seja exatamente aí que reside o peso do seu contributo para a cultura açoriana.

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