Domingo, 23 de Agosto de 2026
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TAPE JUNK EDITA DISCO HOMÓNIMO NA PATACA DISCOS

Por Jorge Silva Medeiros 4 Mar 2015

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Os Tape Junk são uma banda rock. Com um vocabulário assimilado a partir de bandas como Pavement, Giant Sand, Stooges, Rolling Stones ou Velvet Underground. Através de uma linguagem simples e, simultaneamente, intensa, João Correia escreve sobre situações do quotidiano com as quais facilmente nos identificamos: histórias comuns, situações inusitadas, episódios caricatos ou simples romances.
Os Tape Junk são uma banda de palco. Desde o lançamento do primeiro disco, a banda actuou de norte a sul do país com destaque para a abertura do festival de Paredes de Coura, Vodafone Mexefest e TMN ao Vivo (1ª parte de Young Gods), Nós Em Palco e circuito Outonalidades. Num registo mais intimista, João Correia partilhou várias vezes o palco com Francisca Cortesão (Minta & The Brook Trout), com quem toca em They’re Heading West, e interpretou temas dos projectos musicais de ambos.
O segundo disco dos Tape Junk é uma espécie de ‘statement’ sobre a banda. Disco homónimo, “Tape Junk” foi gravado e produzido por Luís Nunes (aka Walter Benjamin) no Alvito, Alentejo. Ao contrário do primeiro, este trabalho resulta da interacção directa entre todos os elementos do grupo. Durante três dias, os quatro músicos registaram juntos as nove músicas de “Tape Junk, em “live takes” para gravador 8 pistas.
Praticamente metade dos temas do disco (“Substance”, “Joyful Song”, “Six String and The Booze” e “Thumb Sucking Generation”) nunca tinham sido tocadas antes, nem ao vivo, nem em ensaios. Os restantes já faziam parte do repertório ao vivo e foram gravados como são tocados em concerto.
O facto do disco ter sido registado num espaço relativamente pequeno, sem qualquer isolamento dos instrumentos, e dos músicos apenas conhecerem metade das músicas que iam gravar quando chegaram à aldeia de Alvito foi algo que imprimiu uma particular energia e espontaneidade às gravações. O resultado é um álbum mais cru e mais imediato. Um salto enorme, fruto da partilha entre os vários elementos da banda, que aproxima “Tape Junk” daqueles Tape Junk que contagiam o público nas actuações ao vivo.
Jorge Silva Medeiros

Jorge Silva Medeiros é técnico de som na RTP e fundador do Música Total, um dos projetos editoriais dedicados à música com maior longevidade em Portugal, dentro da plataformas. Ligado ao setor da comunicação e da música há mais de duas décadas, criou também a Rádio Atlântida e tem desenvolvido um trabalho contínuo na divulgação da música portuguesa, dos artistas emergentes e dos grandes eventos culturais, assim como produção de eventos.

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