Os Dog Meet regressam com «Dog Meet Nr.3», um novo EP que dá continuidade ao percurso do trio açoriano. Entre o rock clássico, a psicadelia e uma sonoridade marcada pelas guitarras, a banda mantém-se fiel a um território musical que começou a construir em São Miguel.
O projeto já tinha apresentado «Nº1», em 2024, e «Dog Meet Nº2», em setembro de 2025. Agora, o terceiro capítulo acrescenta um novo título a uma discografia ainda curta, mas que permite acompanhar o desenvolvimento da banda.
Guitarras, amplificadores e liberdade criativa
Os Dog Meet trabalham a partir de uma linguagem que recupera referências do rock das décadas de 1960 e 1970, cruzando-as com elementos de rock psicadélico. Não se trata apenas de olhar para o passado. A questão está na forma como essas influências são usadas para construir um som próprio.
O Dog House Studio, espaço associado ao trabalho da banda, faz parte desse processo. É neste ambiente que o trio desenvolve a sua música, num percurso independente dos grandes circuitos de produção.
Um percurso que começou em São Miguel
A formação dos Dog Meet reúne Jimmy, na bateria, Jakub, na guitarra, e Midnite Walker, na guitarra e voz, de acordo com a informação disponível no perfil do grupo.
A música produzida nos Açores não se limita a um género ou a uma tradição específica. O rock alternativo também encontra espaço no arquipélago, através de projetos que trabalham com referências internacionais e procuram construir uma identidade própria.
Os Dog Meet fazem parte desse cenário. A sua discografia permite acompanhar um projeto que tem apostado em lançamentos sucessivos, sem abandonar o universo sonoro que lhe serve de ponto de partida.
«Dog Meet Nr.3» abre uma nova etapa
Um terceiro EP é também uma oportunidade para perceber como uma banda transforma as suas primeiras experiências numa linguagem mais definida. No caso dos Dog Meet, «Dog Meet Nr.3» surge depois de dois lançamentos que estabeleceram as bases do projeto.
Para perceber o que muda neste novo trabalho, será importante ouvir as canções e colocá-las em diálogo com os EP anteriores. Sem essa comparação, qualquer afirmação sobre uma evolução sonora mais acentuada seria prematura.
O que fica, para já, é a continuidade de uma banda açoriana que escolheu o rock como território de criação e que prossegue o seu caminho a partir de São Miguel.
