Maio tem qualquer coisa de promessa. Os dias começam a aquecer, as árvores enchem-se de fruta madura e as noites trazem aquela brisa que sabe a liberdade. Para LIKA, essa sensação ganha outra dimensão: pode durar para sempre, desde que encontremos maneira de a guardar dentro de nós.
É dessa ideia que nasce ENDLESS MAY, um álbum construído a partir de histórias pessoais, de perdas e encontros, de vinho, sonhos e momentos que ficam. As canções partem de experiências vividas pela artista, sem esconder as marcas que deixaram. Não procuram transformar tudo em algo perfeito. Preferem ficar perto da verdade.
«O propósito deste álbum foi criar algo honesto, quase cru. Verdadeiro», explica LIKA.
A intenção está também na forma como o disco foi gravado. ENDLESS MAY nasceu do trabalho em trio, com Bernardo Fesch no baixo e Luís Candeias na bateria. A produção e a gravação respeitam a singularidade de cada músico, num processo que procura preservar a identidade de quem toca e a mensagem que une os três.
A proposta de LIKA não passa por encontrar uma fórmula para prolongar os dias felizes. Está antes na possibilidade de viver cada momento com intensidade, aceitando que as experiências boas e as difíceis fazem parte da mesma história. As canções partem de episódios pessoais, mas deixam espaço para que cada ouvinte encontre nelas as suas próprias memórias.
O título acaba por funcionar como um convite. Um maio que não se esgota no calendário, que não desaparece quando mudam as estações. Um lugar onde ainda cabem os encontros inesperados, os sonhos por cumprir e a vontade de continuar.
Porque, às vezes, o verão passa depressa. Mas aquilo que nos fez sentir vivos pode ficar muito mais tempo.
