Terça-feira, 7 de Julho de 2026
Destaque

North Wave 2026 promete revolucionar os festivais nos Açores: Paulo Silva revela as grandes novidades

Jorge Silva Medeiros 7 Jul 2026 5 min leitura

O North Wave regressa em 2026 com a ambição de marcar uma nova etapa no panorama dos festivais açorianos. Mais do que um cartaz exclusivamente feminino, a organização promete uma experiência contínua, sem interrupções entre concertos, novos espaços de interação com o público e um conceito Premium Concert pensado para elevar o conforto e a qualidade da experiência dos festivaleiros.

Nesta entrevista ao Musicatotal, Paulo Silva, da Fábrica de Espetáculos, faz um balanço da preparação do evento, revela as principais novidades desta edição e explica a visão que está por detrás de um festival que pretende afirmar-se como uma referência nos Açores e no país. Entre os desafios da organização, a aposta na valorização da mulher e o impacto esperado na Ribeira Grande, fica claro que o North Wave quer ir muito além da música e proporcionar uma experiência que deixe marca em quem passar pelo recinto.

 

Como está a decorrer a preparação para a próxima edição do festival?

A preparação do evento começa com cerca de um ano de antecedência. Numa primeira fase, trabalhamos na estrutura e no planeamento do festival, definindo o conceito, a curadoria artística, os contratos com entidades, patrocinadores e parceiros. Nesta fase, já estamos em plena produção no terreno. Com o plano de segurança aprovado, iniciámos a implantação da infraestrutura, sempre atentos à logística de comunicação, deslocações, estadias e refeições das comitivas, bem como a toda a componente técnica da produção.

Quais têm sido os maiores desafios nesta fase de organização?

O maior desafio é transmitir ao público aquilo que estamos a preparar, para que sintam que o North Wave lhes vai proporcionar uma experiência verdadeiramente única.

Há novidades no cartaz que possam já ser reveladas?

O North Wave vai apresentar uma novidade inédita, tanto no festival como nos Açores. Não haverá pausas na animação. Enquanto decorrem as mudanças técnicas entre atuações no palco principal, os festivaleiros poderão desfrutar de um novo espaço, com muita interatividade e várias surpresas que serão reveladas apenas durante o evento. Acreditamos que esta será uma das grandes referências positivas desta edição.

O que diferencia esta edição das anteriores?

O North Wave 2026 introduz o conceito Premium Concert. A ideia é simples, mas muda completamente a experiência do público: menos filas, mais conforto, zonas diferenciadas e uma experiência pensada ao detalhe. Não se trata apenas de assistir aos concertos, mas de escolher a forma como cada pessoa quer viver cada momento.

Este conceito integra um cartaz 100% feminino e uma curadoria que reúne artistas internacionais, nomes da lusofonia e projetos emergentes.

Esta abordagem exige uma curadoria mais consciente, capaz de criar uma experiência contínua, complementada por espaços distintos, como a Lounge Area e a VIP Area, uma oferta gastronómica diferenciada e uma forte ligação ao público.

Já existe feedback de edições anteriores que tenha influenciado as decisões deste ano?

Todos os anos realizamos uma análise cuidada da pré-produção, da produção e da pós-produção. Esse processo permite-nos identificar oportunidades de melhoria, reforçar a consistência do festival e proporcionar uma experiência cada vez mais completa ao público.

Como tem sido a resposta dos artistas convidados até agora?

Depois de lhes apresentarmos o conceito e os objetivos do festival, a resposta dos artistas tem sido muito positiva. Acreditamos que a semente que estamos a plantar dará frutos num futuro próximo e contribuirá para afirmar o North Wave como uma referência.

Que impacto esperam que o festival tenha na região este ano?

Este festival nasce com o propósito de valorizar a mulher. O impacto que pretendemos alcançar vai muito além da Região Autónoma dos Açores, estendendo-se a todo o país, graças à forte estratégia de comunicação desenvolvida a nível nacional e às referências internacionais que o projeto já começa a conquistar.

Sentimos que estamos no caminho certo e confiamos que vamos atingir os objetivos definidos em conjunto com o Município da Ribeira Grande.

Existem parcerias ou colaborações novas a destacar?

O novo executivo camarário da Ribeira Grande tem acolhido com grande entusiasmo este conceito, que reflete a valorização da mulher, um princípio que a autarquia pretende reforçar no concelho. Paralelamente, juntaram-se novos parceiros e patrocinadores que se identificam com esta visão e que, em conjunto, tornam possível concretizar esta grande produção.

Que mensagem gostariam de deixar a quem está a pensar participar nesta edição?

Nascemos no coração do Atlântico, onde o basalto negro encontra a espuma branca. A Ribeira Grande não é apenas o nosso código postal, é o nosso ADN.

Somos filhos do vento norte, da maresia e da música.

Este ano vamos apresentar um novo conceito, acompanhado por artistas internacionais que estão em digressão mundial. Queremos que todos façam parte deste momento e sintam este palco como um espaço que também lhes pertence.