Todos os festivais têm um cartaz.
A Maré de Agosto tem um hábito.
Todos os anos, alguém entra na Praia Formosa para ver um artista específico e sai a falar de outro completamente diferente. É uma tradição que se repete há décadas. O concerto mais esperado nem sempre é aquele que fica na memória.
Talvez seja esse o verdadeiro segredo da Maré.
Entre 19 e 22 de agosto, Santa Maria volta a receber músicos de diferentes países, culturas e estilos. Antes de as luzes do palco se acenderem, vale a pena conhecer um pouco melhor quem vai transformar a Praia Formosa num dos lugares mais especiais do verão.
We Sea
Se gostas de: Indie rock, dream pop e guitarras atmosféricas.
Os We Sea representam uma nova geração de bandas açorianas que começa a ganhar espaço dentro e fora das ilhas. O facto de abrirem o festival torna este concerto ainda mais especial.
Porque vale a pena vê-los?
Poucas bandas têm a oportunidade de abrir um festival histórico perante o público da sua própria terra. Esse momento costuma ficar para sempre na carreira de qualquer músico.
Manga Limão
Se gostas de: Funk, pop, disco e ritmos brasileiros.
O nome faz pensar numa banda descontraída de verão.
A música confirma a ideia, mas acrescenta muito mais. Os Manga Limão misturam influências sem medo e transformam cada concerto numa festa.
Curiosidade
É praticamente impossível ouvir duas ou três músicas seguidas sem dar por ti a acompanhar o ritmo.
Queen Omega & The Royal Souls
Se gostas de: Reggae roots, dub e soul.
É uma das vozes mais respeitadas das Caraíbas e uma presença habitual em grandes festivais de reggae.
O que esperar?
Muito mais do que um concerto. Queen Omega costuma transformar cada atuação numa celebração coletiva onde a ligação com o público é tão importante como as canções.
Terrakota
Se gostas de: Manu Chao, afrobeat, ska e música do mundo.
Os Terrakota nunca aceitaram fronteiras musicais.
Cada concerto é uma viagem por diferentes culturas e ritmos, onde África, América Latina, Europa e Portugal parecem tocar ao mesmo tempo.
Curiosidade
Se conseguires ficar parado durante um concerto dos Terrakota, provavelmente és uma exceção.
K:77
Se gostas de: Música eletrónica e sonoridades do Médio Oriente.
A DJ e produtora egípcia representa uma nova geração de artistas que está a renovar a eletrónica da região.
Porque pode surpreender?
É um daqueles concertos onde muitas pessoas entram por curiosidade e acabam por sair completamente rendidas.
Oma Jali
Se gostas de: Música africana contemporânea.
A palavra “Jali” identifica os antigos músicos e contadores de histórias da África Ocidental.
Essa tradição continua viva nas suas atuações.
Não deixes passar
É uma oportunidade rara para assistir a uma artista que liga tradição e modernidade com enorme naturalidade.
Wüstenberg
Se gostas de: Folk, americana e rock de autor.
Durante anos liderou outra banda.
Depois decidiu começar tudo de novo.
Nem todos os músicos têm essa coragem.
Curiosidade
A Maré de Agosto recebe-o numa fase em que ainda está a construir o seu novo caminho artístico.
OKO
Se gostas de: Jazz moderno, afrobeat e eletrónica.
Há projetos que desafiam qualquer definição.
OKO é um deles.
Porque merece atenção?
Normalmente são estes concertos inesperados que acabam por gerar as maiores conversas no dia seguinte.
Talco
Se gostas de: Punk rock, ska e concertos cheios de energia.
Os Talco chegam de Itália com uma reputação construída em centenas de espetáculos por toda a Europa.
O que esperar?
Saltos, refrões cantados em coro e um concerto onde ficar quieto parece simplesmente impossível.
Vitor Kley
Se gostas de: Pop brasileira.
“O Sol” tornou-se uma das canções brasileiras mais populares dos últimos anos.
Ouvi-la junto ao mar, na Praia Formosa, promete ser um daqueles momentos que fazem sentido muito para além da música.
A-Kids
Se gostas de: Rock alternativo.
São mais um exemplo da vitalidade da nova música produzida nos Açores.
A presença na Maré confirma que o festival continua atento ao talento que nasce nas ilhas.
Antoine C
Se gostas de: Música eletrónica.
Representa a cena eletrónica açoriana e reforça uma das características que sempre distinguiu a Maré de Agosto: colocar artistas locais e internacionais a partilhar o mesmo palco, com a mesma importância.
Antes de fazeres a mochila…
Há quem prepare um festival escolhendo a roupa.
Quem conhece a Maré começa pela música.
Ouve uma ou duas canções de cada artista. Descobre um disco. Guarda uma favorita na tua playlist.
Pode parecer um detalhe.
Mas é muitas vezes esse pequeno gesto que transforma um concerto numa recordação para a vida inteira.
Na Maré de Agosto, a maior descoberta raramente está escrita em letras maiores no cartaz.
Quase sempre está escondida naquele nome que ainda não conheces.
