Segunda-feira, 3 de Agosto de 2026
Radar Açores

12 artistas, 12 histórias: o cartaz da Maré de Agosto guarda segredos que vale a pena conhecer

Por Beatriz Ambrósio 3 Ago 2026

Todos os festivais têm um cartaz.

A Maré de Agosto tem um hábito.

Todos os anos, alguém entra na Praia Formosa para ver um artista específico e sai a falar de outro completamente diferente. É uma tradição que se repete há décadas. O concerto mais esperado nem sempre é aquele que fica na memória.

Talvez seja esse o verdadeiro segredo da Maré.

Entre 19 e 22 de agosto, Santa Maria volta a receber músicos de diferentes países, culturas e estilos. Antes de as luzes do palco se acenderem, vale a pena conhecer um pouco melhor quem vai transformar a Praia Formosa num dos lugares mais especiais do verão.

We Sea

Se gostas de: Indie rock, dream pop e guitarras atmosféricas.

Os We Sea representam uma nova geração de bandas açorianas que começa a ganhar espaço dentro e fora das ilhas. O facto de abrirem o festival torna este concerto ainda mais especial.

Porque vale a pena vê-los?

Poucas bandas têm a oportunidade de abrir um festival histórico perante o público da sua própria terra. Esse momento costuma ficar para sempre na carreira de qualquer músico.

Manga Limão

Se gostas de: Funk, pop, disco e ritmos brasileiros.

O nome faz pensar numa banda descontraída de verão.

A música confirma a ideia, mas acrescenta muito mais. Os Manga Limão misturam influências sem medo e transformam cada concerto numa festa.

Curiosidade

É praticamente impossível ouvir duas ou três músicas seguidas sem dar por ti a acompanhar o ritmo.

Queen Omega & The Royal Souls

Se gostas de: Reggae roots, dub e soul.

É uma das vozes mais respeitadas das Caraíbas e uma presença habitual em grandes festivais de reggae.

O que esperar?

Muito mais do que um concerto. Queen Omega costuma transformar cada atuação numa celebração coletiva onde a ligação com o público é tão importante como as canções.

Terrakota

Se gostas de: Manu Chao, afrobeat, ska e música do mundo.

Os Terrakota nunca aceitaram fronteiras musicais.

Cada concerto é uma viagem por diferentes culturas e ritmos, onde África, América Latina, Europa e Portugal parecem tocar ao mesmo tempo.

Curiosidade

Se conseguires ficar parado durante um concerto dos Terrakota, provavelmente és uma exceção.

K:77

Se gostas de: Música eletrónica e sonoridades do Médio Oriente.

A DJ e produtora egípcia representa uma nova geração de artistas que está a renovar a eletrónica da região.

Porque pode surpreender?

É um daqueles concertos onde muitas pessoas entram por curiosidade e acabam por sair completamente rendidas.

Oma Jali

Se gostas de: Música africana contemporânea.

A palavra “Jali” identifica os antigos músicos e contadores de histórias da África Ocidental.

Essa tradição continua viva nas suas atuações.

Não deixes passar

É uma oportunidade rara para assistir a uma artista que liga tradição e modernidade com enorme naturalidade.

Wüstenberg

Se gostas de: Folk, americana e rock de autor.

Durante anos liderou outra banda.

Depois decidiu começar tudo de novo.

Nem todos os músicos têm essa coragem.

Curiosidade

A Maré de Agosto recebe-o numa fase em que ainda está a construir o seu novo caminho artístico.

OKO

Se gostas de: Jazz moderno, afrobeat e eletrónica.

Há projetos que desafiam qualquer definição.

OKO é um deles.

Porque merece atenção?

Normalmente são estes concertos inesperados que acabam por gerar as maiores conversas no dia seguinte.

Talco

Se gostas de: Punk rock, ska e concertos cheios de energia.

Os Talco chegam de Itália com uma reputação construída em centenas de espetáculos por toda a Europa.

O que esperar?

Saltos, refrões cantados em coro e um concerto onde ficar quieto parece simplesmente impossível.

Vitor Kley

Se gostas de: Pop brasileira.

“O Sol” tornou-se uma das canções brasileiras mais populares dos últimos anos.

Ouvi-la junto ao mar, na Praia Formosa, promete ser um daqueles momentos que fazem sentido muito para além da música.

A-Kids

Se gostas de: Rock alternativo.

São mais um exemplo da vitalidade da nova música produzida nos Açores.

A presença na Maré confirma que o festival continua atento ao talento que nasce nas ilhas.

Antoine C

Se gostas de: Música eletrónica.

Representa a cena eletrónica açoriana e reforça uma das características que sempre distinguiu a Maré de Agosto: colocar artistas locais e internacionais a partilhar o mesmo palco, com a mesma importância.

Antes de fazeres a mochila…

Há quem prepare um festival escolhendo a roupa.

Quem conhece a Maré começa pela música.

Ouve uma ou duas canções de cada artista. Descobre um disco. Guarda uma favorita na tua playlist.

Pode parecer um detalhe.

Mas é muitas vezes esse pequeno gesto que transforma um concerto numa recordação para a vida inteira.

Na Maré de Agosto, a maior descoberta raramente está escrita em letras maiores no cartaz.

Quase sempre está escondida naquele nome que ainda não conheces.

Beatriz Ambrósio

Beatriz Ambrósio é jornalista e colaboradora do Música Total, dedicada à cobertura da atualidade musical nacional e internacional. Privilegia uma escrita clara, objetiva e rigorosa, acompanhando lançamentos, concertos, festivais e os principais acontecimentos da indústria da música. O seu trabalho procura informar os leitores de forma rápida e contextualizada, mantendo sempre o foco na relevância das notícias e na proximidade com quem vive a música todos os dias.

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