One Night With Orchestra leva legado dos Genesis ao Coliseu de Lisboa

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A música dos Genesis regressa a Lisboa num formato que aposta na escala e na memória coletiva. O espetáculo Genesis Tribute | One Night With Orchestra está marcado para 9 de junho, no Coliseu dos Recreios, e propõe uma leitura sinfónica de um dos catálogos mais influentes da história do rock.

 

 

Mais do que um simples tributo, o projeto constrói-se sobre ligações reais ao universo da banda. Em palco estarão músicos que passaram pelo ecossistema Genesis, reforçando a ideia de continuidade entre gerações. A proposta cruza a linguagem do rock progressivo com a dimensão orquestral, num formato pensado para amplificar o impacto emocional das canções.

Uma ligação direta ao ADN dos Genesis

O alinhamento ganha peso com a presença de Nick D’Virgilio, baterista que integrou o álbum Calling All Stations e que tem colaborado com nomes próximos da órbita Genesis. Ao seu lado, Martin Levac assume o papel vocal com uma abordagem que tem sido frequentemente associada ao timbre e à expressividade de Phil Collins.

Essa aproximação não é apenas técnica. Levac construiu uma reputação sólida precisamente por conseguir captar a identidade emocional das canções, algo que o próprio Collins já reconheceu publicamente. O resultado em palco tende a ir além da imitação, aproximando-se de uma reinterpretação fiel mas viva.

Do rock progressivo à dimensão sinfónica

A estrutura do espetáculo assenta na Orquestra Sinfónica de Lisboa, dirigida pelo maestro italiano Stefano Sovrani, acompanhada pelo Coro de Ópera de Setúbal. Esta combinação permite revisitar temas clássicos com outra profundidade, expandindo arranjos e explorando novas camadas sonoras.

O repertório dos Genesis sempre teve uma componente narrativa e teatral forte, especialmente na fase marcada por Peter Gabriel. A transição para um formato sinfónico parece, por isso, quase natural. As composições ganham espaço, respiração e um sentido mais cinematográfico.

Um concerto construído sobre memória e escala

O conceito do espetáculo joga com dois eixos claros. Por um lado, a nostalgia de um público que cresceu com estas canções. Por outro, a oportunidade de apresentar esse legado a novas gerações num formato mais imersivo.

A ideia de duelo de bateria entre D’Virgilio e Levac acrescenta ainda um elemento performativo pouco comum neste tipo de concertos. Não se trata apenas de recriar temas conhecidos, mas de introduzir dinâmica e tensão ao vivo.

Lisboa como ponto de encontro do legado

A escolha de Lisboa reforça o caráter especial da data. O Coliseu tem uma história ligada a grandes momentos da música ao vivo em Portugal, o que cria um contexto simbólico para uma celebração desta natureza.

Organizado pela Mclerige, com apoio de várias marcas nacionais e internacionais, o evento posiciona-se como uma das produções mais ambiciosas deste verão no circuito de concertos em sala.

9 de junho de 2026, 21h30. Um palco, uma orquestra, um catálogo que atravessa décadas. E aquela sensação difícil de explicar quando uma música antiga volta a soar como se fosse a primeira vez.

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